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collateral beauty, rogue one, carrie fisher
rosas
innersmile
Aproveitar os últimos cartuchos do ano para ver filmes. O primeiro que vi foi Collateral Beauty, realizado por David Frankel, sobre o tema da perda e a forma como lidamos com ela, a partir da história de um publicitário de sucesso cuja filha morre de doença, ainda criança.

O filme tem vários factores a seu favor, nomeadamente o cast, um ensemble onde participam Will Smith, no papel do protagonista, Edward Norton, Keira Knightley,Kate Winslet, Helen Mirren, Michael Peña e Naomie Harris.

Não sei se a falha está no argumento ou no que o realizador não conseguiu fazer como ele. Durante a primeira parte estive na dúvida se o filme era a sério ou se era um pouco pateta. A segunda parte, e o final apesar de tudo feliz, de alguma maneira resgatam o filme, mas mesmo assim não me parece uma coisa muito bem conseguida.


Estive na dúvida se queria ir ver Rogue One ou não. Não me agradava a ideia de Star Wars se transformar numa dessas sagas intermináveis e infinitas que estão na moda, rodando continuamente entre a literatura, o cinema e a televisão. Ou então sucumbir à lógica dos jogos de computador, em que as sequências não são mais do que níveis sucessivos destinados a prender a atenção do espectador. Mas as críticas e as opiniões positivas fizeram-me sentir curiosidade, e ainda bem que fui.

Ao princípio não estava muito convencido, com tanta lua, tanto planeta, tanta personagem. A sério, eu já sou uma pessoa de idade e custa-me manter o fio à meada de tanto nome. Felizmente a coisa parecia pior do que se viria a revelar, e a partir do momento em que o filme se concentrou naquele grupo de aventureiros e na sua missão, o filme ganha uma dinâmica e uma velocidade verdadeiramente notáveis, sempre focado na acção. Não é na acção sinónimo de pancadaria, como hoje se usa a expressão, mas sim no sentido de enredo e do seu desenvolvimento.

Gostei também dos envios que o filme faz para outros contextos, cinematográficos ou não. Por exemplo, toda a sequência de Jedha remete para um certo imaginário do Médio Oriente tal como ele nos chega através dos telejornais. Ou a grande sequência da batalha nas praias de Scarif, que apela à memória cinéfila dos filmes da II Guerra Mundial e do desembarque na Normândia, com os rebeldes a parecerem-se obviamente com os uniformes dos soldados aliados. Aliás nem falta uma subtil referência à famosa frase de Churchill “we will fight on the beaches”.


Fui ver o filme ontem à tarde e à saída, enquanto jantava, espreitei a internet e vi a notícia da morte da Carrie Fisher, a actriz que ficou para sempre ligada à personagem da Princesa Leia, da saga original da Guerra das Estrelas, e que, graças às potencialidades da tecnologia digital, tem um cameo no filme, no final, assegurando directamente a ligação, em termos de enredo, dos acontecimentos de Rogue One com os episódios da trilogia original do filme de George Lucas. Perante um acontecimento tão funesto, só cabe mesmo dedicar a Fisher a célebre frase de que a Força esteja sempre com ela.

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estou tão longe do cinema, agora. até podia ver ao pé de casa, mas é aquela coisa, não me apetece. e com o ginásio ao fim da tarde (quando vou :/ ), perco mais a vontade.
CF, até a Princesa Leia... mas que ano este :(

também tenho estado muito preguiçoso, mas ás vezes lá me forço. ter companhia ajuda :)

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