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café society
rosas
innersmile
Está um bocado na moda dizer que Woody Allen já não faz filmes como antigamente, mas para falar com franqueza, não sei o que é que se pode exigir mais de um cineasta que nos dá um filme como Café Society! Sobretudo se tomarmos em linha de conta que Allen já fez perto de 50 filmes, faz um todos os anos ininterruptamente desde 1977, e que entre esses filmes conta-se, no mínimo, uma mão cheia de obras-primas.


Café Society é um filme que nos dá tanta coisa, desde a falsa comédia de enganos que é a história de um triângulo amoroso em que um tio e o seu sobrinho partilham a mesma namorada, até ao tom triste que aos poucos vai dominando a narrativa, e que termina de forma surpreendente, num final aberto, pleno de melancolia. Pelo meio, há uma sátira a Hollywood, e aos estilos de vida superficiais que levam os seus protagonistas, e, para que ninguém se fique a rir, ainda um cheirinho a slapstick comedy quando o filme se volta para a família nova-iorquina do protagonista.


Ajuda muito à eficácia do filme, acho eu, o trabalho de Jesse Eisenberg, que consegue nunca cair na armadilha caricatural das personagens que constituem os alter-egos do realizador. Eisenberg escapa à caricatura e, mais, reforça esse carácter melancólico do filme, emprestando à sua personagem subtileza e ambiguidade.


A música é genial, como sempre, e está cheia de belíssimas versões de standards do jazz, e a fotografia de Vittorio Storaro reforça a elegância do filme e dos diálogos de Allen.
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woody e Café Society

(Anonymous)
Concordo com a sua apreciação ao filme de Woody Allen.
Nunca esqueço os preciosos filmes que me têm acompanhado
ao longo de muitos anos,e as bandas sonoras sempre maravilhosas.

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