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esta casa
rosas
innersmile
Esta casa não é minha
Mas é meu todo o seu céu
Tão azul como nuvens austrais
Que parecem deixar-se tocar
Com a polpa dos dedos.

É uma ausência que dói devagar
Tristeza que me abandona
Ao sorriso manso dos lagartos no capim.

Procuro-te em vão
Na noite fechada das páginas
Dos livros que leio, enquanto os escrevo
Ateando seus fogos ancestrais.
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«Procuro-te em vão
Na noite fechada das páginas
Dos livros que leio...»

...

Às vezes - muitas vezes - dou por mim a imaginar que a realidade não pode deixar de ser uma coisa que se projecta para além do movimento dos ponteiros dos relógios. Ou das folhas que os calendários vão perdendo.

Depois reparo que, se calhar, a realidade é mesmo isso. Apenas isso!... Uma evidência a que as pessoas têm necessidade de recorrer para que não corram o risco de se perder nos labirintos da memória.

Seria interessante, talvez, se eu fosse capaz de não pensar "na noite fechada das páginas dos livros...". Não sou. Provavelmente nunca o serei. É bem possível que tu também nunca o venhas a ser.

É bem possível que dês contigo a andar em círculos concêntricos em busca de um sonho inatingível, até que, um dia, repares que ultrapassaste a tua própria realidade.

parece-me uma imagem do que poderá estar muito perto da realidade: a busca de um sonho inatingível, enquanto o tempo, lá fora, escorre lento e inexorável.

:-) Muito bonito o poema. Gostava que a inspiração te desse motivos para que a procura não fosse em vão.

obrigado Carlos. acho que é a procura que nos motiva, não o seu resultado.

pensas num novo livro?
acho que devias pensar. :)

não sei se haverá mais. e se houver, desconfio que não será de poemas :)

Um beijinho muito grande, Miguel!!!!! Andei à procura de uma "deixa" para te deixar aqui um mimo...

obrigado Madalena. um beijinho

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