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animal de estimação
rosas
innersmile
Tenho simpatia pelo Manuel Luís Goucha. Não pela sua personagem dos programas matinais, dos quais não sou espectador. Mas acho que tem um percurso televisivo limpo e, na medida em que isso é possível num panorama televisivo em que tudo é submetido à lógica selvagem das audiências, digno. Na sua faceta de personalidade pública (os “famosos”, como se diz em Portugal), admiro-lhe a frontalidade e a coragem, de não ter alinhado nos jogos de faz de conta para gáudio das massas e enriquecimento das revistas

O Manuel Luís Goucha é fruto da sua geração; é um tipo informado, culto, com balizas e princípios que lhe dão sensatez nas opiniões, e ainda por cima escreve bem, num português vivo e alegre. Por isso sigo o seu blog, o Cabaret do Goucha (não sei se a ideia do nome foi dele, mas até nisto evidencia um sentido de humor que aprecio): um aplicativo de feeds permite-me ver os resumos dos posts e ler apenas os que me interessa. Gosto, por exemplo, dos textos sobre culinária ou sobre os seus cães, na mesma medida em que, entre outros, passo ao lado das frivolidades dos sapatos de marca e dos acessórios exclusivos.

Por estes dias, o blog fez anos, e o Manuel Luís Goucha fez uma série de passatempos em que os livros de que é autor premiavam os contributos mais engraçados publicados pelos leitores nas páginas de comentários. Um desses passatempos era sobre animais de estimação; ao longo do dia tentei publicar um textinho mas suponho que o excesso de tráfego na página de comentários me impediu de conseguir ter sucesso. Era assim a minha participação:

"O meu animal de estimação é importante porque me dá comida e água fresca, limpa-me a areia do tabuleiro todos os dias, deixa-me dormir em cima da barriga dele quando está frio, deixa-me morder-lhe as mãos só porque me apetece, e brinca comigo às lutas (felizmente rói as unhas, ao contrário de mim). Provavelmente eu era mais feliz se vivesse livre, nos jardins e nos telhados, mas tendo em atenção que eu logo à nascença fui enfiado num saco plástico, o meu animal de estimação talvez tenha sido a melhor coisa que me aconteceu."
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Bom, a ser assim, talvez a cotovia não se desse mal de todo!...

possivelmente sim, habituar-nos-iamos à cotovia. pelo menos a avaliar pelo fascínio que temos pelas andorinhas que vivem por cima da pala da varanda. são horas, parado, a olhar fixamente para elas, ensaiando o voo com um lento movimento das patas dianteiras :)

pois...
os meus donos vieram da rua, excepto a foca elvira.
mas eu digo para mim muitas vezes, não sei a quem saiu a sorte grande, se a eles, se a mim...

concordo: a sorte grande saiu-me a mim. não sei o que teria sido este último ano e meio sem aquele palermita na minha vida.

Eu tenho certos dias em que só sou simpática e fofinha para a minha cadela!! (e filho naturalmente)
Acho que isto diz tudo! :D

acho que sim, Elsa, é uma óptima maneira de por as coisas. também eu, tenho dias em que só me apetece ser amoroso com o gato. quando ao resto do mundo, deslarguem-me ;)

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