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wolfgang tillmans + sonnabend collection + liam gillick
rosas
innersmile
Como já aqui referi, fui no fim de semana passado ao Museu de Serralves, ver três exposições, e gostei muito de todas.



A razão que me levou ao Porto foi especialmente para ver a exposição No Limiar da Visibilidade, do fotógrafo alemão Wolfgang Tillmans, de quem eu já tinha visto, há muitos anos, uma exposição imensa, em Londres, creio que na Modern Tate (nos tempos em que eu era um gajo cosmopolita e culto). A maior parte das obras expostas em Serralves são de grande formato e ilustram situações de contraste de luz e cor: o céu, as nuvens, o mar, a terra. O meu amigo Zé diz que o WT tem andado muito de avião e que se entretém a tirar fotografia pela janela (claro, ele é maldoso, e depois eu é que sou castigado, quando me partem o vidro da porta do carro).

O que mais me impressionou na exposição foi a sua montagem. Tendo sido criada site-specific, a exposição parece de facto ter um diálogo com a arquitectura do museu, com os seus espaços amplos, os seus pontos de luz, com as perspectivas de aproximação por parte dos visitantes. As obras de Tillmans parecem aproveitar as qualidades expositivas do museu, e ao mesmo tempo devolvem uma mais valia ao usufruto do espaço e da arquitectura.



Outra exposição muito boa, é a da colecção Sonnabend de arte contemporânea norte-americana e europeia, de que Serralves mostra actualmente a primeira parte, e que constitui uma oportunidade fantástica de vermos e contactarmos com obras de artistas tão fundamentais como Andy Warhol (que fica com a parte de leão, em termos do número de obras apresentadas), Roy Lichtenstein, Jasper Johns, Sol LeWitt, Donald Judd, Bruce Nauman ou Christo, entre muitos outros, nomes fundamentais de correntes artisticas como o minimalismo, a pop art ou a arte povera, que marcaram a arte na segunda metade do século XX.
Gostei muito, e fico à espera da segunda parte da mostra da colecção, que creio ter lido algures chegará a Serralves no final do ano.

Finalmente, logo no núcleo central das galerias do museu, uma instalação de Liam Gillick, Campanha, com um piano de cauda que toca automaticamente loops da Grandola, Vila Morena, sob uma cortina fina de nave negra que cai do tecto. É daquelas peças que, logo à entrada do museu, transporta o visitante para um estado de espírito mais curioso e disponível para a experiência do contacto com a arte contemporânea.