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Acordar com a notícia da morte de David Bowie, escassos dias depois de ter lançado um novo disco e de ter comemorado mais um aniversário. Não é coisa pequena, ficarmos sem Bowie. Não há concílio de cardeais que nos valha, para substituir talvez o tipo mais influente da música pop, um tipo tão cool que sempre nos conseguiu convencer que tudo o que fazia era a sério, mesmo quando se estava mesmo a ver que era marketing para vender (mais) discos. Nada do que fez foi irrelevante, e nunca acertou ao lado, nunca teve um momento falhado, nunca tropeçou (mesmo quando a vida tropeçou nele).

Cheguei tarde a Bowie, com Ashes to Ashes e Scary Monsters e, mais tarde, com Absolute Beginners, a canção e o filme de Julien Temple. Depois, devagarinho, fui andando para trás, mais até do que a sucessiva descoberta dos discos novos. Já na idade dos downloads ilegais consegui ouvir a discografia integral, e foi uma revelação, foram muitas revelações.

Como tenho gostos musicais muito ecléticos, há uma série de nomes que são, para mim, incontornáveis, no sentido em que criam uma matriz que alicerça outros gostos, outras explorações, novas descobertas. Sem, primeiro, Lou Reed, e sem, agora, David Bowie, há um capítulo da minha experiência de ouvinte de música que fica completo. O mapa está definitivamente traçado; a responsabilidade por continuar a viajar agora é só nossa.

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Justo agora que gostei tanto...? :-(

olha, tenho acesso aqui no work... boa.
pois, que choque, não acreditei quando ouvi de manhã.
agora estou a ouvir na radar online. aliás, passei a última hora a fazê-lo, está calmo, hoje.
margarida

boa sim :)

que coisa, o bowie era um mito, tristes de nós sem ele. deve ser assim como quando o oscar wilde morreu.

Tinha 15 anos quando ouvi pela primeira vez Ashes to Ashes, consequência de uma estadia no Reino Unido para aprender inglês. Acabei por comprar o disco de vinil "Scary Monsters and Super Creeps"... Desde então, assim como você, andei para trás e para frente descobrindo suas músicas ao longo da carreira. Acabei com uma predileção por Heroes em sua versão alemã "Helden." Sei lá, Bowie e Berlin, onde ele morou com algumas outras figuras estelares da música, sempre foram ligados. Ah sim, sem falar nos filmes... "The Hunger" com la Deneuve foi um cult!

mas o meu filme preferido dos dele, continua a ser o Feliz Natal, Mr. Lawrence, do Oshima.

é engraçado, Bruno, como nós dois, nos anos da juventude, tivemos percursos "musicais" tão coincidentes :)

É verdade, esquecera-me dele, com música de Riyuchi Sakamoto. Os percursos devem ter a haver com a influência do UK na nossa juventude.

ah, sim, sem dúvida, fomos ambos muito anglófilos na nossa formação pop/rock :)

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?

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