miguel (innersmile) wrote,
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Acordar com a notícia da morte de David Bowie, escassos dias depois de ter lançado um novo disco e de ter comemorado mais um aniversário. Não é coisa pequena, ficarmos sem Bowie. Não há concílio de cardeais que nos valha, para substituir talvez o tipo mais influente da música pop, um tipo tão cool que sempre nos conseguiu convencer que tudo o que fazia era a sério, mesmo quando se estava mesmo a ver que era marketing para vender (mais) discos. Nada do que fez foi irrelevante, e nunca acertou ao lado, nunca teve um momento falhado, nunca tropeçou (mesmo quando a vida tropeçou nele).

Cheguei tarde a Bowie, com Ashes to Ashes e Scary Monsters e, mais tarde, com Absolute Beginners, a canção e o filme de Julien Temple. Depois, devagarinho, fui andando para trás, mais até do que a sucessiva descoberta dos discos novos. Já na idade dos downloads ilegais consegui ouvir a discografia integral, e foi uma revelação, foram muitas revelações.

Como tenho gostos musicais muito ecléticos, há uma série de nomes que são, para mim, incontornáveis, no sentido em que criam uma matriz que alicerça outros gostos, outras explorações, novas descobertas. Sem, primeiro, Lou Reed, e sem, agora, David Bowie, há um capítulo da minha experiência de ouvinte de música que fica completo. O mapa está definitivamente traçado; a responsabilidade por continuar a viajar agora é só nossa.
Tags: música, obituário
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