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double play
rosas
innersmile
A sessão do cineclube desta semana passou um documentário muito interessante, Double Play, realizado por Gabe Klinger, que testemunha o encontro entre dois realizadores de cinema: James Benning e Richard Linklater. Não conhecia Benning nem a sua obra, mas o Richard Linklater é autor de uma série de filmes altamente estimáveis, nomeadamente a série dos três “Before…” e o fantástico Boyhood.

Double Play vive essencialmente do diálogo entre os dois cineastas, que conversam sobre os seus próprios filmes, elucidam o seu modo de filmar, contam como nasceu a sua vontade de fazer filmes, e falam igualmente dos filmes um do outro. Pelo meio vão ensaiando uns passes de basquete, umas tacadas de beisebol (modalidade de que ambos foram praticantes na universidade, e de onde vem o trocadilho do título: double play é uma jogada deste desporto), e são mostrados clips de filmes de ambos e footage de rodagens dos filmes.

É o um filme muito estimulante, não só para quem gosta de cinema, mas também para quem gosta da arte em geral, nomeadamente da literatura. As questões que Benning e Linklater discutem são universais em relação a toda a criação cultural.
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Vi "Boyhood" e não achei nada de especial, talvez a ideia seja interessante mas o resultado final por mais que seja "construtivo" deixou-me a querer mais emoção, senti que o passar dos anos nada teve de bom, e nisso me revi, talvez por isso não tenho gostado muito dele.

eu achei o filme fantástico, acho que aquilo que vemos no ecrã é a própria vida, é o tempo das nossas vidas, sem efeitos de melodrama, a passar devagarinho.

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