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dicionário, granta, astérix
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Leituras dos últimos dias, com os textos que pus no Goodreads. Já aqui tinha escrito sobre o Dicionário de Literatura Gay, mas vale sempre a pena falar desta obra magnífica, agora por ocasião da 4ª edição, da autoria dos meus amigos João Máximo e Luís Chainho, da Index e-books.



Um projecto ambicioso mas que os autores têm cumprido com enorme rigor: fazer um inventário cerrado daquilo que poderíamos classificar como marcas da identidade homossexual na literatura portuguesa. Marcas, por vezes mesmo apenas indícios, que vão dos livros aos autores, passando pelos personagens, por referências, por ligações. Esta edição, a quarta, leva-nos até à letra L (estamos a meio do alfabeto), ao mesmo tempo que enriquece ou actualiza as entradas anteriores. É uma obra monumental e indispensável, e o que é pena é que haja pouca gente a dar por isso, como diria um certo engenheiro naval que também está presente no dicionário, ainda que por interposta Pessoa (mas que deveria ter entrada própria: afinal foi ele que mencionou um certo "rapazito/ que me deu tantas horas tão felizes").



Um dos meus números favoritos da revista, até agora. Catorze textos, curtos, a caberem em duzentas páginas, para além do habitual ensaio fotográfico (não me seduziu), do prefácio do diretor e das ilustrações. Nove textos lusófonos (dois deles de autores brasileiros) e cinco traduzidos. A capa, mais uma ilustração fantástica de Jorge Colombo.
Dos portugueses gostei muito dos textos da Dulce Maria Cardoso (o meu preferido), do Alexandre Andrade (o primeiro texto que li deste autor, que apenas conhecia de seguir o seu blog umblogsobrekleist.blogspot.com) e do A.M. de Pires Cabral.
Gostei de voltar a ler um texto do Jay McInerney, muito anos oitenta, a fazer lembrar os tempos do Bright Lights, Big City.



Mais uma belíssima aventura de Astérix. Este, como os anteriores livros da era pós Goscinny e Uderzo, tem vários méritos: continuam divertidos, muito fiéis ao espírito e ao desenho dos originais (e também ao sentido de humor, bem comportado mas desenfreado e sempre muito adequado ao espírito dos tempos), e sobretudo fiéis à nostalgia dos leitores como eu, que reencontram em cada nova aventura e felicidade que sentiam quando os liam na infância.

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Álvaro de Campos não está no Dicionário!!!
Que grande falha...
Vamos já programá-lo para entrar na quinta edição!
Muito obrigado! :D

não me leves a mal, João: eu ando a repetir-me, é da idade ;)

Neste momento estou a ler o 2º livro do Ranson Riggs que envolve fantasia que quando estou para aí virado é o melhor que posso fazer, pois facilmente me desligado da realidade.

apesar das minhas leituras serem muito diversificadas, o género fantasia nunca me apelou muito. nem sequer fui capaz de ler O Senhor dos Anéis, que no meu tempo era leitura quase obrigatória na universidade :)

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