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nevoeiro
rosas
innersmile
Pouco passa das onze da noite. Preparo-me para me ir deitar e, antes de apagar a luz da sala, abeiro-me da janela: lá fora está um nevoeiro cerradíssimo, uma cortina branca e densa que quase não me deixa ver os prédios da rua. Sinto um pequeno sobressalto; não é propriamente medo, mas um incómodo, como se o nevoeiro constituísse uma ameaça. Penso imediatamente em ligar-te: para comentar contigo o nevoeiro, mas, na verdade, para saber se estás bem, se a vida corre com normalidade apesar desta perturbação atmosférica. Depois lembro-me de que já não faz sentido, que acabou, mas também que ainda não me passou esta necessidade de falar contigo sempre que o sismógrafo da minha vida regista qualquer alteração, por mais leve ou subtil que seja.

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