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o americano tranquilo
rosas
innersmile


Gosto de encontrar nos livros lugares que já conheci, por onde já andei.
Estou a reler O Americano Tranquilo. A data junto da minha assinatura, na primeira página do livro, refere-se a fevereiro de 1980. O Graham Greene foi um dos autores que primeiro li, de forma consistente, por alturas do final da adolescência, e este foi um dos livros que li, numa edição de bolso, muito popular na época, os Livros Unibolso.

Na altura em que o li, estava muito marcado pela guerra do Vietname, que estava ainda muito presente, quer pelo que significou em termos de movimentos de contestação, quer, obviamente, pela ressonâncias da guerra colonial que Portugal manteve nas antigas colónias, nomeadamente em Moçambique, que vivi de perto e que marcou de modo indelével as minhas infância e juventude e, em consequência, toda a minha vida.

O conflito que serve de pano de fundo a O Americano Tranquilo é a guerra que opôs os vietcongues à França, potência colonial do território, e que ocorreu durante os anos cinquenta. Na década seguinte, em nome da luta contra o comunismo, os norte-americanos assumiram o lado ocidental no conflito, e levaram a guerra a uma escalada de absurdo e de horror.

O livro de Greene, que é assumidamente um manifesto contra a guerra, passa-se essencialmente em Saigão e em Hanói, as duas maiores cidades do Vietname. Hanói é, actualmente a capital do país, mas Saigão, que hoje se chama Ho Chi Min City, em homenagem ao pai da República Socialista (o Vietname há de ser dos raros países actuais que são oficialmente regimes comunistas), Saigão é a grande metrópole vietnamita, a fazer conjunto com as gigantescas cidades da região.

Parte considerável da acção do livro decorre no hotel Continental, um dos pousos, talvez o principal, das comunidades estrangeiras no país, em especial a norte-americana. Numa noite de finais de março de 2008, a passear com um grupo de amigos depois do jantar, parei numa esquina de uma rua movimentada de Saigão, virei a câmara fotográfica para a fachada do Hotel Continental e fiz um clip de video com a azáfama da noite.


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