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pawn sacrifice
rosas
innersmile
Ainda não há muito tempo falei aqui da minha meteórica carreira de jogador de xadrez, e de como o match para o campeonato do mundo de 1972 entre Bobby Fischer e Boris Spassky tornou o xadrez não apenas um desporto popular (provavelmente pela única vez na história da modalidade), como lhe deu, em plenos anos da guerra fria, um inesperado protagonismo ao fazer concentrar nesse match todo o dramatismo do confronto entre os blocos geo-políticos.

Estreou-se agora por estes dias o filme Pawn Sacrifice (um título belíssimo, para a pindérica tradução de O Prodígio) que se centra precisamente nesse campeonato de 1972, na perspectiva do xadrezista norte-americano e da sua excentricidade. Aliás esta é, na minha opinião, a grande falha do filme, que insiste, e nem sempre com subtileza, no espectáculo da perturbação psíquica de Fischer.

Mas tirando isto, gostei de ver este filme, sobretudo porque me devolveu de facto um mundo e uma época que eu conheci e vivi. Houve mesmo ali um período em que estivémos todos dependentes das complexas evoluções no tabuleiro de dois xadrezistas e da sua enorme carga simbólica num mundo tão radicalmente dividido ao meio. Aliás, o próprio título do filme vai buscar uma imagem ao xadrez que serve esse simbolismo político.

O Tobey Mcguire é excelente no papel de Bobby Fischer, acompanhado por outros dois óptimos actores, o Liev Schreiber e o Peter Sarsgaard. O filme foi realizado por Edward Zwick, de quem me lembro de ter visto alguns filmes interessantes (Glory ou Os Diamantes de Sangue, ou mesmo The Last Samurai).
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O Xadrez não me fascina muito, aprendi a jogar, e jogo muito mal lol mas se jogar com alguém como eu poderá ser interessante.

Não conhecia o filme, o elenco é bom :-)

o elenco é muito bom sim. gosto muito do Tobey, acho que é dos melhores actores da actualidade.

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