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roleta chinesa
rosas
innersmile
Uma das coisas que eu gostava nos filmes do Fassbinder era a sua militância fortemente anti-burguesa, nomeadamente no que tocava ao campo das relações afectivas e da sua institucionalização (o casamento, as amantes, por aí). Se Roleta Chinesa (o filme desta semana no cineclube), por um lado, parece um filme muito datado, um produto típico da “mania de pensar” dos anos 70 (o filme é de 1976), por outro lado essa miltância parece inacreditavelmente fresca, e muito necessária nestes tempos em que, mais do aburguesados, fomos transformados em consumidores acéfalos e comodistas. Por isso, o tiro final, que não sabemos quem disparou e contra quem, é tão certeiro.

O filme é uma espécie de thriller psicológico radical. Os membros de um casal da alta burguesia despedem-se para passar o fim de semana separados, mas acabam por se encontrar na casa de campo, para onde se dirigem acompanhados dos respectivos amantes. Quem manipula o casal, provocando o encontro, é a filha adolescente, cuja deficiência física parece estar ligada à falta de amor maternal e paternal, que propõe a todos um jogo verbal de roleta russa que acaba literalmente aos tiros.
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Quando li o título do teu post pensei que irias falar dum filme que faz parte da trilogia da "Residência Espanhola" (que gosto muito) mas não tinha nada a ver :-S.

acho que nunca vi nenhum filme dessa trilogia, apesar do Romain Duris (mas De battre mon cœur s'est arrêté era um filmaço)

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