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memória
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Creio que vi pela primeira vez uma referência ao livro On The Move: A Life, editado já este ano, através de uma informação do meu amigo João Máximo, e chamou-me a atenção pela belíssima fotografia da capa, na qual o autor, Oliver Sacks, se parece com o Marlon Brando de The Wild One. A foto fez-me ir a correr atrás do que, por ela, me parecia óbvio, e confirmei o que não sabia de todo, que OS era homossexual.

Eu conhecia o seu nome por ter lido, há muitos anos, o livro O Homem Que Confundia a Mulher com um Chapéu, e, claro, também por causa do filme Awakenings, em que o Robin Williams fazia o papel de Sacks. Fiquei com vontade de ler a autobiografia, e agora a ocasião da morte do autor, levou-me a fazer o download da amostra que a Amazon disponibiliza. Cinco minutos depois, fiz o download do livro.

Em primeiro lugar, Oliver Sacks escreve com uma espantosa facilidade e correcção. Começamos a ler um parágrafo e a leitura vai por aí fora, atrás das palavras, das frases, das ideias que o texto serve de forma límpida. Depois, a franqueza é desarmante. Sacks fala de si com total honestidade (o que não significa que seja abrupto nas coisas que conta, pelo contrário, é subtil e elegante), mas sobretudo com grande inteligência: a de quem se conhece muito bem, e se revela com lucidez, mas também com o encanto narrativo próprio da memória. A minha vida não é exactamente o que aconteceu, mas sempre e forçosamente aquilo que eu recordo que aconteceu e do modo como aconteceu.

Atenção, ainda só li as páginas iniciais, pouco mais do que o primeiro capítulo, mas estou absolutamente seduzido pelo livro e a lê-lo com um prazer muito raro.

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Fiz o mesmo, li a sample e fiquei cheio de vontade de comprar.
Por outro lado, comecei a ler o Middlesex, do Jeffrey Eugenides, e estou fascinado pela beleza da escrita e da tradução, e pela alta quantidade de pppp (pequenas pérolas por página), como por exemplo, quando um dos personagens, que por coincidência é do sul da Europa, diz que detesta a língua alemã porque é preciso esperar pelo final da frase para saber qual o verbo que vai ser usado, o que torna as discussões impossíveis, porque nunca se pode interromper quem está a falar. :D

lindo :D
nunca li o livro, mas todas as pessoas que conheço que o leram, gostaram muito.

Ler livros que não sejam em papel não consigo um defeito bem, talvez porque gosto do virar duma página ou ter o simples prazer de colocar um pedaço de papel a marcar uma passagem que tanto gosto.

Livros honestos são poucos, não depende de quem escreve mas de quem os lê.

eu tanto leio em papel como no kindle, é um bocado indiferente, apesar de não ser exactamente a mesma coisa.

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