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missão impossível, kilas
rosas
innersmile
Retomei as actividades cinéfilas pós-férias (como se alguma vez as tivesse interrompido) com dois filmes.

Nos cinemas, a última aventura da Missão Impossível: Rogue Nation é o título deste quinto filme da série, realizado por Christopher McQuarrie (o primeiro foi já há quase vinte anos, realizado pelo Brian de Palma), e traz de volta o team habitual, capitaneado por Ethan Hunt, naquele que é um dos melhores e mais conseguidos, com um cheirinho a eficácia série B, e uma perseguição de moto verdadeiramente alucinante.
A principal dificuldade do filme, na minha opinião, é o próprio Tom Cruise, que também produziu o filme, e cuja idade começa a dar um ar demasiado desgastado ao lado sombrio de Hunt. O melhor do filme é, como sempre, o tema da Lalo Schifrin, que tem esse condão de pegar em nós e nos colocar no centro da acção.

O cineclube decidiu encerrar o ciclo de filmes clássicos que programou para as sessões ao ar livre durante o mês de Agosto, com a exibição de um verdadeiro clássico do cinema português, o célebre Kilas, O Mau da Fita, que eu vi no cinema na altura da estreia, e que continua a ser um filme delicioso.

Muito por responsabilidade da música de Sérgio Godinho que é usada, com grande eficácia, por José Fonseca e Costa, o realizador, como verdadeiro elemento narrativo. Muito, muitíssimo, por obra do desempenho irrepreensível do Mário Viegas, perfeito em cada frame; e, para usar a linguagem antiga dos teatros, à frente de um grande elenco onde impera a classe voluptuosa da Lia Gama, uma Pepsi-Rita inesquecível.

Mas muito, também, por responsabilidade de um argumento muito bem escrito, cheio de humor e simpatia, que consegue equilibrar rigorosamente uma história do bas-fond lisboeta e dos seus figurões menores, outra da voragem política de que à época do filme se vivia a ressaca, e uma outra de homenagem ao cinema: ao clássico policial negro, em primeiro lugar, mas de facto a todo o cinema, de Chaplin a Bruce Lee, de Rita Hayworth a Hermínia Silva, sempre obsessivamente invocado ou mesmo citado em cada cena e em cada plano.

Eu gosto muito das chamadas comédias de ouro do cinema português, dos filmes do Vasco Santana e do António Silva, de que agora pelos vistos vai estar na moda fazer remakes. Gosto mesmo, palavra, sei de cor trechos de diálogos e acho-as muito divertidas. Mas para falar com franqueza, prefiro de longe identificar-me com um cinema que, quando pretende invocar uma comédia classica do cinema português, se lembra deste Kilas de Fonseca e Costa e de Mário Viegas.
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MI:5 já começou supimpa antes de começar: no IMAX a contagem regressiva foi modificada pra usar a música tema e um pavio de bomba... Gostei bastante do filminho e só descobri o último "plot twist" (o do chefe do MI6 + 1o ministro...) - divertiu e valeu o ingresso.

adoro a música. acho que já a tive a tocar no meu telefone.

http://at-the-edge-of-the-ocean.blogspot.pt/

Não tenho conseguido ver filmes, nem no cinema nem em caso. O próxima será "The Age of Adeline" e após ter visto "Dark Places" e ter adormecido acho que corro o risco de acontecer o mesmo.

de vez em quando também bato umas sorninhas no cinema, faz parte :)
no verão é bom, sonos fresquinhos

vi o kilas na tv há uns meses.
nada de MI, não cai no goto. nem o filme que o limite mencionou, da mesma autora que o livro em parte incerta. foi o tal que coloquei de parte. agora sou radical, nem os policiais /thrillers escapam. quando não gosto, voltam para a prateleira.
segunda é dia de Tati (dia mais barato). este sim, vale a pena :)

eu tenho um lado 'fita de aventuras'. gosto do james bond, gosto da missão impossível, gostei dos bourne. apesar do aparato, dos efeitos, dos artifícios, o ponto é eles serem genuínos, ou eu senti-los como tal. para aqueles blockbusters muito construídos, sem alma, é que não tenho paciência nenhuma.

já quanto ao TATI, é outra liga, made in heaven :)

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