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ida
rosas
innersmile
Ida, de Pawel Pawlikowski, ontem, na sessão do cineclube. Foi o filme que ganhou o oscar para o melhor filme estrangeiro deste ano, e conta a história de uma noviça católica que, nas vésperas de tomar votos, sai do convento à procura da sua história pessoal, da sua herança judaica, do destino dos pais e do irmão durante a ocupação nazi, tudo isto em inícios dos anos sessenta, quando a Polónia vivia os tempos de chumbo do comunismo internacionalista sob o jugo soviético.

A presença, e sobretudo o rosto, de Agata Trzebuchowska dão ao filme o pretexto para um exercício formal de grande rigor, de um despojamento quase ascético, com planos muito geométricos, servido por uma fotografia a preto e branco que remete para um certo classicismo do cinema europeu.

Este aprumo formal serve ao realizador para contar uma história que atravessa os grandes terrores do século XX europeu, mas onde a mensagem política, que o filme assume do modo desassombrado e com grande eficácia, é entregue com enorme subtileza e sem nunca transgredir de uma narrativa que é focalizada na protagonista e no seu drama pessoal, na sua história e no seu dilema.
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