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Subject:Panta rhei
Time:08:25 pm
Esse meu pedacinho de mundo estava largado porque eu não tinha disposição para escrever coisa nenhuma. Fiquei triste durante meses. Agora chega. T'avel hertô.
Muitas coisas boas aconteceram. Muitas coisas boas que já existiam na minha vida eu finalmente tive olhos para ver. Coisas melhores ainda acontecerão.
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Subject:10 razões para ver o filme "Brüno"
Time:11:36 pm
Sacha Baron Cohen esteve numa recente edição de The Late Show (CBS), mantendo um magnífico diálogo com David Letterman. Tema obrigatório: o lançamento do filme Brüno, dirigido por Larry Charles. E com um complemento delicioso, grande momento de uma televisão que sabe enfrentar os clichés do próprio mundo mediático — eis o "Top 10" de razões para ver Brüno.

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Subject:Ah e tal é Moda e não sei quê...
Time:11:24 pm
Current Mood:[mood icon] nauseated

A Besta e a Pata de Coelho )
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Time:10:40 pm

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Coisa mai'linda, esta espécie de intelectual rockabilly século XXI.


fantastics mag
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Subject:Carne Y Demonio
Time:10:38 pm
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Time:10:35 pm
 

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Subject:Filme do Fim de Semana : Betty Blue (37º 2 le matin)
Time:10:31 pm
Current Mood:[mood icon] full


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Subject:Um fim de semana que valeu por muitos.
Time:10:09 pm
Começou 5a a noite numa sessão da Competição Nacional do Curtas. Com um amor chamado  "Tony" (o de Matos e não o Carreira) que termina com uma ode a Lisboa. Na sexta-feira rumei à dita cuja e o meu querido Pai teve a feliz ideia de irmos ao Alive. Pude rever estes meninos (e aumentei o meu crush pelo senhor do bigode):


... e também a minha companhia das viagens para os estágios, The Kooks, essa coisa maravilhosa que é um espectaculo de Blasted Mechanism e, claro, a banda das minhas angústias adolescentes:


é sempre bom ver que o Brian Molko continua lindissimo:P
No sabado fui visitar velhos locais de culto, a ginginha, Les Mauvais Garçons, O Tagarro e ainda fui ver o Paulo Pires e a Joana (Aw) Seixas.


É muito bom MESMO. O Paulo Pires é bom actor (ao contrário do que parecia nas novelas) e o texto é fabuloso.

Hoje fui visitar o Convento de Mafra e a Biblioteca (awww!), almocei bife de atum na Ericeira (que é bem castiça mas quem chama aquilo praia havia de vir à Povoa) e visitei os Gamos e Veados e caganitas de javali, os choupos negros, zambujeiros e ouvir uma data de passarada na Tapada de Mafra:



Acabei a noite agarrada a um corneto Love Chocolate que me soube pela vida.

PS: Experimentei fazer sauna pela primeira vez este fim-de-semana, é horrivel mas se há representação do Inferno na Terra é o Banho Turco. Julguei que morria abafada.

PPS: Saiu o 3o volume do Millenium, YEAH!


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Subject:post do orgulho e do preconceito
Time:10:19 pm
Photobucket

Este post só existe (reforço a negrito) porque encontrei por acaso a imagem que o descreve e não resisiti a dar mais uma vez uns bitaites acerca de um assunto sobre o qual escrevi setenta e três artigos (dei-me ao trabalho de os contar). A esmagadora maioria (80 a 90%) é intragável e até eu tenho alguma dificuldade em entender, os outros vão passando despercebidos e são ignorados convenientemente.
Comecemos, minhas amigas e meus amigos, sentados e confortáveis, porque isto vai demorar um bocado, mas vou tentar não ser uma seca.

Até há pouco tempo tive uma conta no facebook. Foi com suspeição que a abri, mas já que lá estava, achei interessante colocar aquilo como me agradava e mostrar o que considero em mim normal.
Fui expulso da lista de um gajo no 2º dia. Nada que me espantasse. O tipo pareceu-me, nos minutos em que fomos “comuns”, daqueles lingrinhas muito feios, fisicamente deploráveis, com nariz adundo, corte de cabelo miserável, olhos pequeninos e remelosos, e lábios fininhos, que atingiram um determinado estatuto intelectual que os faz pensar que são génios (nada contra, talvez sejam!) e que essa característica impede o comum dos mortais de os contradizer ou contariar. São normalmente patéticos, porque acabam convencidos que se podem mascara de Carmen Miranda nos jantares “alegres” onde saltita até nos foder os nervos, com uns caralhos de plástico na cabeça a imitar fruta, considerando que são o cume do humor (e sobretudo do humor inteligente, para mal do nosso sistema nervoso) e obrigam-nos a achar piada ao facto de serem sempre mais pequeninos do que os outros. Um deste gajos naturalmente não simpatizou comigo. Intelectualmente sou igual ou bem maior do que ele, só que tenho os tomates no sítio. O gajo tem-nos enterrados no cu.

Temos pena.

Em frente.
Ora o que aconteceu depois foi mais merdalhoso. Andava eu a serigaitar por ali, sem muito que fazer, quando dei de caras com um comentário a uma merdice qualquer. Achei o comentário muito agradável, simpático e amistoso e, ao procurar o dono, encontrei um tipo (apenas a foto, porque exactamente como no meu perfil, tinha a restante informação oculta) com um ar simpático e inteligente, era “a cara” do comentário que tinha lido.
Que fez este vosso criado?
Pois escrevi o que pensava: “És um tipo simpático. Gostava de ser um tipo simpático” (foi uma merda assim, sem mais delongas) e desandei. Não esperava ter notícias do tipo. Aquilo foi apenas circunstâncial e de passagem, do tipo “olá, és fixe. Ainda bem que há gente assim.”
Mas tive notícias do tipo, por interposta pessoa. O gajo tinha-me apagado, barrado e banido, fez com que eu não tivesse sequer acesso à fotozinha dele e às merdalhinhazinhas que tinha em privado e foi queixar-se ao amigo comum onde o comentário tinha sido feito.

Então eu tinha tentado o engate! Tinha procurado engatar um homem que é um verdadeiro homem, caralho! Um exemplo hetero a seguir pelo gajedo. Um deus das pitas. Um gajo que é gajo e que não está habituado a que o bichedo lhe dirija a palavra para o engatar com uma frase putalheira como a que usei: “és um gajo simpático”. Um senhor, caralho! e um caralho de um senhor. Um tipo que se iria indignar, envergonhar e espoliar-se nos bons costumes, se visse que a minha página de fotos no facebook tinha quatro ou cinco minhas, a descer e a subir escadas e outra à espera do autocarro, duas ou três de amigos meus, a chegar ao aeroporto, algumas de sítios que gosto em Paris e uma foto de umas cuecas que, segundo parece agora, já devia ter levado a La Redoute ao tribunal por atentado à moral ao publicar umas parecidas. Um gajo não está habituado a trampa do “nosso” mundo, ou seja, de um mundo paralelo ao dele, onde andam bichas e comunistas a comer tipo inocentes, com dentes transformados em pilas e decididos a foder a santa instituição familiar e a versão do santo-macho de que ele, gajo-homem, quer ser guardião e reserva moral. Um gajo que não pode ser “adicionado” por paneleiros, porque “parece mal” e iria confundir as pitas que lhe vão piscando o olhinho do cu. Um homem que vai dar um ralhete ao tipo que permite que o bichedo que o tipo conhece, o incomode com mensagens que lhe parecem obscenas.

Segundo me informam, um paneleiro com as minhas características dizer: “és um tipo simpático” equivale, conforme o lugar, a dizer “Quero dar-te uma queca, caralho!”. Isto é do mais arrogante que há, do mais pulha, do mais hipócrita, presunçoso, mentiroso, preconceituoso, convencido e homofófico que consigo imaginar. É magro, incivilizado, inculto, pobre, limitado e discriminatório, patego e chunga, mas é de verdadeiro homem, foda-se!

Dizem-me então que não estou num País qualquer.
 “Hello! Isto é Portugal!”
É miserável!

Chegaste ao aeroporto, em Lisboa? Chegaste à Gare do Oriente? Ok! Podes escarrar para o chão, podes empurrar as bichas drogadas para dentro de buracos e deixar que morram ali sem apelo nem agravo. Podes “barrar” e fazer de conta que estás ofendido porque uma bicha achou que eras simpático, que tens outra bicha a defender-te a honra e a foder o juízo ao infractor. Podes dar às crianças, ao pequeno-alomoço, migas-de-cavalo-cansado, pão embebido em vinho. É Portugal, hello!

Preocupado?!
- Hello! Isto é Portugal!.

É justificar o medíocre. É, no caso que inicia esta lenga-lenga toda, colaborar com a homofobia subterrânea, não imediatamente detectada, que grassa por todo o lado e que é das mais perigosas que existe, porque permite, justifica, impulsiona, torna viável e mesmo invisível, a mais dramática:

Andam a enforcar as bichas no meio da rua?! Hello! É no Irão!
Andam a mutilar as miúdas adolescentes? Hello! É no Sudão!
Andam a apagar páginas na net? Hello! É na China!
Andam a aceitar os casamentos homo?! Hello! É na Holanda!

O que me espantou, e de certo modo desgostou e desiludiu, foi a chamada de atenção, o piçalho que levei, ter partido de um amigo cibernético de quem gostava muito. Um tipo inteligente que me parecia atento a todas as formas de discriminação sexual e a lutar contra elas. Pelos vistos, há que separar o “gado” e recolher o manchado ou  o malhado  nas cortes mais afastadinhas.

Nas paradas gay, há uma data de tipos a falar de orgulho (uma merda que nunca consegui entender. Não me orgulho de gostar de laranjas ou de destestar alho, caralho). Dizem também estes marmanjos que são eles a dar a cara pelos direitos não sei bem de quem. Pelo que sempre me foi dado ver (sobretudo na última vez, aqui em Paris), sempre achei que em vez da cara, os tipos queriam era dar o cu. Não acredito que desfilar sambodrolescamente pelas avenidas, vestidos de tolas ou praticamente nus, a abanar as ancas, de tangas exíguas, com as pilas desenhadas por collants florescentes, aos guinchos e gritedos, a apalpar o cu uns dos outros, cheios de tusa, empoleirados em carros alegóricos saídos de surrealismos paneleiros, possam representar quem quer que seja e defender direitos seja de quem for. É divertido, carnavalesco, mundano, fixe, catártico, abre a possibilidade a umas quecas do outro mundo, mas os meus direitos não podem, nem devem, nem nunca serão defendidos ali.

Deviam principiar por ser defendidos numa escala menor, minorca, aparentemente inútil e sem lantejoulas. O gajo que me “barrou” no Facebook e que foi queixar-se ao amigo que por sua vez me informou que eu era, talvez, “demasiado atrevido” para permanecer ali, devia ter sido denunciado por homofobia encapotada e caseirinha ou simplesmente ter sido aconselhado a levar no cu para experimentar.

Não foi. Decidi portanto sair e abandonar o chá. Ficou tudo, por ali, normalizado.
 


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Subject:Marienbad, aqui e agora
Time:08:28 pm
Mais um clássico dos tempos da Nova Vaga francesa que (re)aparece em DVD — este texto foi publicado no Diário de Notícias (11 de Julho), com o título 'Memória de Marienbad'.

A prestigiada editora Criterion lançou uma nova edição de O Último Ano em Marienbad (1961), de Alain Resnais. Pela descrição disponível no respectivo site, parece ser mais um DVD de enorme exigência técnica e conceptual, apresentando o filme em cópia restaurada e enquadrando-o historicamente através de uma série de extras (incluindo uma entrevista com Resnais, gravada propositadamente para esta edição).
Quando pensamos em Marienbad, o mais desconcertante é que a sua ousadia formal e narrativa persiste sem uma ruga, como se o cinema se mantivesse nessa antecâmara estética em que vislumbra a hipótese de escapar a todas as regras do romance do século XIX. Peter Greenaway gosta de dizer que o cinema está “atrasado” em relação às outras artes, em particular a música e a pintura, que há muito se libertaram dos espartilhos clássicos. Será uma visão extremista e, no fundo, simplificadora. Em todo o caso, objectos como O Último Ano em Marienbad continuam a tocar-nos, não como referências nostálgicas, mas sim experiências eminentemente presentes.
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Subject:7 iPhone Apps That Can Save Lives
Time:03:54 pm

Written by Ben Parr

What can’t iPhone applications do? There are apps for almost every interest and every need. But while apps for politics or saving money are great, you can live without them.

However, the same cannot be said for the seven apps highlighted in this article. These apps do everything from check your vitals to getting you important first aid information during an emergency. Anything can happen, so it’s always best to be prepared. iPhones are particularly suited for this task, especially if you install some of these apps:


1. Airstrip OB



AirStrip OB is an iPhone app developed specifically for doctors in obstetrics, or doctors dealing with pregnancy and childbirth. It sends detailed information on a patient’s vitals so that they know the condition of their patient on the go. Push notifications means that doctors can get alerts if an event such as a cardiac arrest occurs.

Airstrip OB iTunes Store Link


2. CPR & Choking



While Airstrip OB may only be useful for doctors, CPR & Choking is useful to everyone. This free app, built as a public service by the University of Washington and King County EMS, houses an array of video demonstrations that help you know what to do if someone you know is undergoing a medical emergency or cardiac episode.

CPR & Choking iTunes Store Link


3. Close Call



Very simple. Very effective. Close Call is a free app takes your iPhone wallpaper and layers it with emergency contact information in case the worst happens.

Close Call iTunes Store Link


4. Pocket First Aid & CPR Guide



Similar to CPR & Choking, this app informs you of procedures for saving a person’s life, but this $3.99 application is definitely more extensive. It not only has videos to teach you how to provide first aid, but Pocket First Aid lets you create detailed medical profiles and contains up-to-date information from the American Heart Association.

Pocket First Aid & CPR Guide iTunes Store Link


5. iBP Blood Pressure



High blood pressure can kill you, plain and simple. Record a history of your blood pressure history with this $0.99 app. If you’re a diabetes sufferer, also check out Diabetes Log.

iBP Blood Pressure iTunes Store Link


6. Emergency Radio



An earthquake takes out the power. You get stuck in traffic afer hearing an explosion. Your building is evacuated and you don’t know why. We can think of a million reasons to have an emergency radio handy. For $0.99, you can have the emergency frequencies of almost all the major police and emergency departments in the U.S., as well as air traffic control.

Emergency Radio iTunes Store Link


7. Pet First Aid



iphone-pet

People aren’t the only lives that matter. This sister app to Pocket First Aid could save your best friend with its guides, first aid videos, and vaccine tracking.

Pet First Aid iTunes Store Link


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Subject:3 x ania
Time:03:52 pm








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Subject:Marzena
Time:03:50 pm








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Subject:warsaw, river, bridge
Time:03:47 pm








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Subject:Anger, Ira, Gniew
Time:03:42 pm










©Gonçalo Franco - anger, ira, gniew


©Gonçalo Franco - anger, ira, gniew


©Gonçalo Franco - anger, ira, gniew


©Gonçalo Franco - anger, ira, gniew









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Subject:Jerusalem's wardrobe
Time:03:40 pm










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Subject:Jerusalem's luggage
Time:03:38 pm










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Subject:Kamila
Time:03:36 pm










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Subject:Filp
Time:03:33 pm










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Subject:A vingança do 'disco'
Time:11:50 am
Foi há 30 anos. Um DJ ressentido depois de ver a sua estação de rádio transformada numa espécie de juke box de disco sound, lançou um berro de revolta. E cantou vitória depois de ver um estádio de Chicago cheio, com 70 mil pessoas, cada qual trazendo um single de disco, destruindo-o na ocasião... Mal sabia era que a rebelião que convocara, que até valeu séria cobertura mediática e levou muitos a acreditar que tinha decretado a morte ao disco sound, seria, afinal, o passaporte para uma mais longa, mais sólida e global vida para o que então tentara destruir...

Estávamos em Julho de 1979. 40 por cento do mercado de singles americano era dominado pelo disco sound. Ninguém escapava ao som do momento... Já os Rolling Stones ou Rod Stewart tinham gravado disco... E muita era já, de facto, a oferta de sub-produtos para ouvir e dançar por umas semanas, e venha a canção seguinte logo depois... Havia excesso. Havia bom disco. Mas, na verdade, também cada vez mais lixo na forma de disco...
A reacção de Steve Dahl, contudo, foi excessiva. O DJ de Detroit clamou por revolta em Chicago... E muitos, numa América branca e conservadora, responderam de feição... Depois da encenação do protesto num estádio de Chicago, o 'disco' sofreu um golpe evidente. Algumas discotecas mudaram a banda sonora das suas febres de sábado à noite... E outras músicas começaram a chegar à rádio... Parecia que a "limpeza" tinha resultado...
Grande engano!
Ao mergulhar no underground, de onde ascendera anos antes (entre bares de negros, latinos e da comunidade gay), o disco conquistou novos cultores. E reemergiu, em meados de 80, sob a forma de uma nova cultura, com a house music e as demais formas de derivação que então elevaram a música de dança a um estatuto de primeira divisão na cena pop global...
Desde finais de 80, entre os frutos da evolução natural do disco e as várias vagas de redescoberta das suas origens (com nomes que vão dos Deee Lite ou M People, de Lindstrom e tantos outros mais no presente), o disco tem-se revelado, afinal, como uma das mais resistentes e revisitadas entre as formas musicais nascidas nos anos 70. Afinal, o berreiro xenofóbico que fez a notícia e cantava a morte do disco naquele estádio, em Chicago, a 12 de Julho de 1970, mais não fez que dar a esta música as fundações para uma vida mais longa, mais visível e mais feliz...
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Subject:Meditações ao luar
Time:11:41 am
O norte-americano Jon Hassell (n. 1937) é autor de uma obra que, com 32 anos de vida discográfica, ainda mantém uma identidade acima das fronteiras de género, desafiando códigos, convocando referências, reinventando-as ao sabor do desejo e do prazer de experimentar. Nem mesmo o vasto conceito de “quarto mundo”, que desenvolveu em inícios dos anos 80, serve de espaço limitador às visões de um esteta que assimilou os ensinamentos dos minimalistas, que não escondeu nunca uma curiosidade pelas periferias do jazz, que já mergulhou na essência da cultura hip hop (no fundamental Dressing For Pleasure, de 1994) ou que experimentou com Brian Eno e Daniel Lanois os códigos do espaço habitualmente entendidos em domínios ‘ambient’ (em Power Spot, de 1986). Last Night The Moon Came Dropping Its Clothes In The Street, o seu segundo álbum na presente década, segue uma linha narrativa encetada pelo anterior Maarifa Street (2005). Toma por título um pensamento de Jalaluddin Rumi (século XIII) e apresenta uma colecção de dez quadros meditativos que traduzem a personalidade viva do grupo de músicos que o tem acompanhado nos últimos tempos. Quase todas as peças são gravadas em takes ‘live’, respirando além da sugestão de espaço uma noção de corpo que o vive. A noção de “montagem”, como soma ponderada de acontecimentos e experiências vividas, mora na essência de um disco que junta assim à identidade da composição a presença física dos que lhe dão forma. Isto sem alguma vez secundarizar a presença evidente da personalidade que Hassell transmite como trompetista… O álbum opta contudo pela exploração de uma visão de conjunto como identidade central de uma ideia que tem na magnífica paisagem ambiental do tema título uma das muitas pontes entre tempos de que vive este disco, neste caso concreto evocando texturas que recordam trabalhos (de outros tempos) em parceria com Brian Eno.
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Subject:Orchestral Manouevers In The Dark, 1982
Time:11:28 am
Concluímos hoje a apresentação do díptico inspirado pela figura de Joan Of Arc que os Orchestral Manouevers In The Dark registaram no álbum Architecture and Morality, o seu disco habitualmente apontado como de referência, em 1981. Editado em single já em 1982, Maid Of Orleans (The Waltz Of Joan Of Arc) foi mais um caso de sucesso para uma banda que então ajudava a escrever as primeiras páginas de uma pop feita com ferramentas electrónicas no Reino Unido. O grupo conseguia então uma projectar na sua música rara capacidade de diálogo entre o melodismo pop dos singles e a abertura de espaços para experiências com sons e texturas. Esta última parcela ganharia peso ainda mais evidente no álbum que se seguiu em 1983: Dazzle Ships, um fracasso comercial em toda a linha mas, na verdade, talvez ainda mais interessante que Architecture & Morality... Lá iremos, brevemente...


Orchestral Manouevers In The Dark
'Maid Of Orleans (The Waltz Of Joan Of Arc)', 1982
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Subject:ineffable: Dictionary.com Word of the Day
Time:12:00 am
ineffable: incapable of being expressed.

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Subject:Filme húngaro vence em Vila do Conde
Time:11:39 pm
A História da Aviação, de Balint Kenyeres

O Grande Prémio da 17ª edição do Festival de Curtas Metragens de Vila do Conde foi atribuído ao filme húngaro A História da Aviação, de Balint Kenyeres. Na competição nacional, o prémio de melhor filme foi para Canção de Amor e Saúde, de João Nicolau.
No sector internacional foram ainda atribuídos prémios sectoriais: Madam Butterfly, de Tsai Ming Liang (Taiwan) venceu na ficção; Entrevista con la Terra, de Nicolás Pereda (México), foi eleito o melhor documentário, e Dust Kid, de Jung Yumi (Coreia do Sul), recebeu a distinção de melhor animação. O prémio para a melhor curta metragem europeia foi atribuído a Renovare, de Paul Negoescu (Roménia). Na secção de videos musicais venceu Toe Jam, de The BPA, com Dizzee Rascal & David Byrne, realizado por Keith Schofield (EUA). O prémio do público foi para a animação francesa Logorama, de François Alaux, Hervé de Crécy e Ludovic Houplain.

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Subject:Demonio Y Carne
Time:10:31 pm
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Time:09:59 pm
Current Mood:shocked
a cerimónia de abertura dos jogos da lusofonia está a ser muito chunga :|
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Subject:nothing´s wrong today
Time:09:53 pm



isto parece ser uma coisa boa para se ouvir no carro enquanto se decide se há espaço para mudar da quarta para a quinta e não pensar muito, deixar a mente desprogramar-se e sei lá, encontrar uma coisa parecida com o nirvana.

just tell me that nothing´s wrong today



(eu sei que é muito carrinhos de choque zézito, mas que se foda. nem tudo pode ter a erudição electrónica do clark).

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Time:09:52 pm

 
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Subject:Rotinas tele-futebolísticas
Time:08:41 pm
É impressionante, e verdadeiramente chocante, o modo como as televisões banalizaram (pelo excesso) a abordagem do futebol — este texto foi publicado no Diário de Notícias (10 de Julho), com o título 'Rotina(s) do futebol'.

Com a aproximação da nova época futebolística, (re)começaram nas televisões aquelas inacreditáveis reportagens sobre os treinos das equipas. Porquê inacreditáveis? Porque há nelas um entorpecente efeito de repetição que nasce do próprio dispositivo montado pelos clubes e, na prática, sancionado pelas televisões. Pela milésima vez, vemos os mesmos grupos, distantes e indiferentes, de jogadores: entram no relvado, correm para a direita e para a esquerda, dão uns toques mais ou menos ligeiros na bola... Quase sempre, acaba-se com dois grandes planos, o treinador e um jogador, garantindo que vão trabalhar muito e que vai ser tudo com muito sacrifício.
Já nem falo do que tudo isto representa enquanto demissão jornalística. De facto, é inacreditável que se informe segundo este conceito (?) de reprodução das mesmas imagens, sacralizando o mesmo tipo de olhar, tudo tratado com as mesmas regras de montagem e narrativa. Penso, sobretudo, no que tudo isso representa de esbanjamento financeiro. Que sentido faz ter equipas de reportagem todos os dias mobilizadas, não para lidar com a diversidade do mundo, mas sim para produzir registos que só podem “repetir” o que já foi feito centenas de vezes? Em boa verdade, as televisões podiam passar imagens e sons recolhidos há um ano como se fossem do próprio dia. Ninguém daria pela diferença. E, mesmo que desse, ao menos seria uma nota de desconcertante humor.
Penso ainda na questão fulcral, tantas vezes enunciada por Jean-Luc Godard como o drama da banalização, prática e mental, do trabalho. A saber: como se hão-de sentir os operadores de imagem e som que, no interior deste dispositivo, são peças meramente instrumentais e descartáveis?
É essa a tragédia interior da “futebolização” da informação: a de haver profissionais competentes e talentosos, munidos de câmaras e microfones, a funcionar como elementos passivos de uma fabricação de notícias enlatadas, por definição iguais, repetitivas e, no limite, apoteoticamente inúteis. Estamos muito para além da discussão (anedótica) sobre a “quantidade” de futebol nas notícias. O que importa interrogar é o conceito de jornalismo que subjaz a estes métodos de trabalho.
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Time:09:02 pm
Obama Checking Out Girl

 ''Nunca houve tanta informação como hoje, só que é tanta, tanta, que se forma numa nuvem de “poluição” onde mal distinguimos a verdade da mentira e o excesso torna-se indigesto.
Dá este exemplo para reflectir sobre o carácter da informação que sofremos, a criação de "factos", a transformação do virtual em real e vice-versa, a opinião volátil, mal formada mas arrogante, enfim a manipulação “tout court”… ''. (in La Force des Choses)
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