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[icon] um voo cego a nada - l'ombre de ton ombre
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Subject:l'ombre de ton ombre
Time:11:34 pm
Sou fã número 1 do Camané, e quem lê este diário on line já terá dado por isso. Por isso foi particularmente embaraçoso ler na entrevista que concedeu ao Ípsilon, na Sexta-feira, o cantor a deixar-se enganar na tradução de uma das imagens mais belas e poderosas da canção Ne Me Quitte Pas, traduzindo «l’ombre de ton chien» por 'o ombro do teu cão'. E digo deixar-se enganar porque Camané foi atrás do indesculpável erro de tradução cometido pelo jornalista que o entrevistou.
E é embaraçoso porque, por um lado, o Camané é um cantor com um predomínio absoluto da palavra, uma das suas grandes qualidade é pôr sempre a voz e o modo como a usa ao serviço das palavras que canta, e não, como se vê tanta vez no fado, o contrário, ou seja utilizar as palavras apenas como matéria de exibicionismo vocal. E é embaraçoso porque esta canção de Jacques Brel tem um texto perfeito, cheio de imagens poderosíssimas e avassaladoras da dor amorosa (e esta é uma delas: 'deixa-me tornar a sombra da tua sombra, a sombra da tua mão, a sombra do teu cão') e é de todo inadmissível pensar na hipótese de a cantar sem se saber exactamente o que se está a dizer.
É completamente absurdo o jornal publicar uma peça tão importante, ao ponto de ser a capa do suplemento, sem ninguém competente a ter lido e dado pela asneira. E é uma gaffe jornalística totalmente imperdoável, para mais por parte de um jornalista que é suposto ser especialista na área musical, especialmente na música popular. E neste caso particular que tem um pouco aquele tique que alguns jornalistas possuem de achar que o seu gosto é um pouco o ditame da moda (e o tom com que escreve, na edição de hoje, sobre o concerto de Camané prova isso mesmo).
São asneiras deste quilate que comprometem a credibilidade de um jornal e a qualidade de um jornalista, e que, no caso do Público, se tem infelizmente vindo a tornar comum. Sim, porque o Camané de certeza que sobrevive a este disparate. Eu que o diga, que estou ansioso para que o concerto seja editado em cd, já que as hipóteses de o ver ao vivo são quase nulas.
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[info]labrax
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Time:2007-04-29 11:21 pm (UTC)
ahahahahah, l'ombre é o ombro??? :) Realmente é muito embaraçoso para um jornalista deixar passar uma coisa dessas. No Expresso deste fds também vinha escrito que o google vale 49 milhões de euros (enfim não é comparável a gaffe mas no caderno económico não fica nada bem)... caraças comprava já!
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[info]innersmile
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Time:2007-04-30 08:56 am (UTC)
não sei se resulta claro do texto, mas quem cometeu o erro, primeiro, foi o jornalista, e o entrevistado foi atrás (salvo seja!)
por esse preço, compravas 2 :)
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[info]ulis
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Time:2007-04-30 01:29 am (UTC)
4, 5 e 6 de Maio às 21.30 no Teatro Municipal São Luiz.
Não podes vir a Lisboa ou já não há bilhetes?
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[info]innersmile
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Time:2007-04-30 08:57 am (UTC)
não posso ir. grumpf
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[info]unwisely_sober
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Time:2007-04-30 10:10 am (UTC)
O Público... (suspiro)... quem o viu e quem o vê...
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[info]lili_one
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Time:2007-04-30 05:20 pm (UTC)
LOL, que horror, isso é uma blasfémia!
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[info]lili_one
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Time:2007-04-30 05:23 pm (UTC)
"Ne me quite pás"? Mas afinal como é que ele vai cantar a letra?
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(Anonymous)
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Time:2007-04-30 05:44 pm (UTC)
Não sendo grande fã de Camané, é uma asneira imperdoável. Mas parece-me muito comum, os erros, hoje em dia na comunicação social escrita e falada, em todas as áreas. Uma enorme facilítismo em tudo. Em áreas cientificas eles são de palmatória o que é de uma gravidade incalculável. Mas sim.Sim. O Camané sobreviverá a isso tudo.:)
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(Anonymous)
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Time:2007-04-30 05:49 pm (UTC)
Não sendo grande fã de Camané, é uma asneira imperdoável. Mas parece-me muito comum, os erros, hoje em dia na comunicação social escrita e falada, em todas as áreas. Uma enorme facilítismo em tudo. Em áreas cientificas eles são de palmatória o que é de uma gravidade incalculável. Mas sim.Sim. O Camané sobreviverá a isso tudo.:)
cs
www.cincosentidosoumais.blogspot.com
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[info]prefirocalar
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Time:2007-05-06 01:17 am (UTC)
um pouco fora de tempo, mas hoje na revista Única do Expresso um dos artigos abordava exactamente a citação do jornalista João Bonifácio, do Ípsilon do Público, na entrevista a Camané. brrr "o ombro do teu cão".

_______"______

opá.

"Ne me quitte pas
Je ne vais plus pleurer
Je ne vais plus parler
Je me cacherai là"


lembrei-me.


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