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eu cláudio, vertigem assassina
rosas
innersmile

Há anos que tenho cá em casa o livro Eu, Cláudio, da autoria do inglês Robert Graves. Trata-se, como o título deixa adivinhar, de um romance histórico, passado na época imperial de Roma, e que se organiza como uma autobiografia escrita por Cláudio, quarto imperador da dinastia júlio-claudiana. Portador de evidentes deficiências físicas, e por isso olhado com desprezo pelos restantes membros da família, Cláudio conseguiu, precisamente por causa delas, sobreviver a conjuras e atentados e tornar-se imperador, contra as suas próprias expectativas.
O livro de Graves serviu base a uma série televisiva, creio que ainda nos anos 70, com Derek Jacobi no protagonista. Vi-a na altura (e revi-a, mais tarde) e desde então que tenho vontade de ler o livro. Comprei-o já há uns poucos de anos, mas só agora o li, e é um livro deveras fascinante pela vivacidade do relato e pela riqueza dos pormenores, pela quantidade de informação histórica que consegue transmitir, mas sem nunca perder o interesse romanesco desta história exemplar de política e de família, de poder e de moral.


Já tinha lido dois thrillers de Nelson DeMille, sempre com o John Corey, o narrador e protagonista desta Vertigem Assassina. Foi, se bem me lembro dos anteriores, o volume mais fraquito. A concentração da acção num período de tempo relativamente curto, em que o narrador nos vai mantendo a par e passo das peripécias da acção, exigem um nervo de escrita que nem sempre está presente, e há trechos do livro que são um pouco aborrecidos.

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