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Foram uns dias valentes longe deste diário e, melhor ainda, longe da minha vida de todos os dias. Passei a noite e o dia de Natal com duas amigas, em casa de uma delas, sempre muito descontraídos, quentinhos e animados. E a cumprir as tradições: o circo do Mónaco na televisão, e o Sound of Music na tarde do dia de Natal. Para além das comezainas, claro.

Logo a seguir ao Natal, arrancámos os três, mais uma vez para o Alentejo, onde ficámos até ao Ano Novo. Desta vez fomos para Vila Viçosa e instalámo-nos na Pousada Dom João IV, em pleno paço Ducal, no antigo Real Convento das Chagas de Cristo. A pousada é um mimo, quer em termos de património histórico e arquitectónico, quer em termos de decoração e conforto, quer, sobretudo, pela simpatia e afabilidade do pessoal. A própria localização da pousada ajuda a criar um ambiente especial, que nos transporta para fora da “vidinha”.

Depois, os dias foram passados em pequenos passeios ali à volta. Fomos a Estremoz, a Borba, ao Alandroal e a Évoramonte (com rápida passagem pelo Redondo). Aproveitámos ainda a proximidade para ir conhecer o Teatro e o Anfiteatro romanos, em Mérida, uma visita fantástica. Transportou-me para outras viagens que fiz, em especial para a visita a Bosra, no sul da Síria, que tem o teatro romano mais impressionante que conheci, ou para o teatro de taormina, na Sicília.

Fizemos ainda uma incursão a Rio de Mouro, perto de Sintra, para eu visitar a minha tia e, claro, para matar saudades do caril de camarão da Tânia, na Palhota, o melhor caril goês do mundo.

De resto, a gastronomia foi, como é habitual nestes nossos passeios, outro dos pontos de interesse. Visitámos quase todos os restaurantes de Vila Viçosa e todos eles têm nota máxima ou, pelo menos, nota alta em alguma especialidade (uma sopa de grão e massa única, como nunca tinha provado): os Cucos, o Ouro Branco, o Safari, a Taverna dos Conjurados, e o Café Restauração. Em Mérida, junto às ruínas romanas, comemos tapas, e em Evoramonte almoçámos no Emigrante, uma surpresa muito simpática. Na viagem de ida, voltámos ao Lagarteiro, em Gáfete, para matar saudades da deliciosa sopa de tomate. Fizémos ainda três refeições nos restaurantes da Pousada, uma delas a ceia de passagem de ano, seguida de festa de reveillon num dos salões da pousada.

Mas o melhor de tudo, para além da companhia, claro, é ainda a própria localidade de Vila Viçosa. Eu tinha passado por lá uma vez, há mais de vinte anos, e já tinha gostado bastante, mas agora adorei. E já nem falo na monumentalidade ligada à Casa de Bragança, que é sempre impressionante, mas a própria vila, que é muito bonita e luminosa. A grande alameda central é fantástica, encimada, num extremo, pelo castelo, e no outro, pela imponência da igreja de São Bartolomeu, os passeios adornados por laranjeiras, com lojas e cafés e outros serviços públicos, e o ponto de encontro das pessoas, em especial nas manhãs de domingo. Outra coisa de que gostei imenso é o modo como está presente na vida da cidade a memória dos seus naturais ilustres, como a Florbela Espanca, ou Bento de Jesus Caraça.

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