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quem tem medo de virginia woolf
rosas
innersmile
Nunca tinha visto Quem Tem Medo de Virginia Woolf, a peça de Edward Albee que esteve na origem de um dos mais celebrados filmes de Elisabeth Taylor e Richard Burton, com uma realização muito teatral (no melhor sentido do termo) e truculenta de Mike Nichols.

Desde há uns anos que o actor e encenador Diogo Infante tem apostado num certo revival de peças de repertório do chamado teatro comercial (chamemos assim, por comodismo, ao teatro que se faz no West End londrino ou na Broadway), e ainda bem, pois isso tem nos permitido ver bons espectáculos, muito bem dirigidos, e com alguns dos grandes actores da actualidade, como o próprio Diogo ou a Alexandra Lencastre. Actores que devem muito da sua grande popularidade ao facto de trabalharem em novelas. Creio mesmo que o DI terá sido o principal responsável por trazer a AL de volta aos palcos (nomeadamente com o sua produção de Um Eléctrico Chamado Desejo no teatro nacional, há poucos anos), e ainda bem.

Aliás, um dos grandes trunfos desta encenação da peça de EA é precisamente o jogo dos actores, sempre muito tenso e sempre em alta. O texto é de facto de uma grande violência, obrigando o espectador a confrontar-se com a verdade das personagens, ou com as suas verdades aparentes, mas também consigo próprio. Há um lado predador, animal, no modo como Martha e George se degladiam, que não anda muito longe, não direi da realidade de muitas pessoas, mas de certo modo, daquilo que de facto lhes apeteceria fazer em situações de conflito se não fosse o fino verniz da civilização e do trato social.

Completam o elenco os actores Lia Carvalho e José Pimentão, que eu não conhecia de todo.
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Está na tua cidade? Boa. Ainda bem. É excelente. Violenta, sim, mas eles são fantásticos.

Esteva na Figueira, em passagem rápida

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