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car wash
rosas
innersmile
Acordei esta madrugada a meio de um sonho. Exterior, dia de sol. Pode ter sido em frente à livraria, do outro lado da rua, no passeio junto ao car wash, mas também posso ter ficado com esta ideia porque estava na livraria quando me lembrei do sonho.

Havia muita gente à minha volta e eu estava a cumprimentar as pessoas, como se fosse uma festa em minha homenagem, ou qualquer coisa do género. Talvez as pessoas me estivessem a dar os parabéns. Às tantas vejo aproximar-se a L, de braço dado com um homem ou um rapaz.

Conheço a L há muitos anos, foi vizinha de uns familiares meus, e apesar de nunca termos sido propriamente amigos, sempre tivemos uma relação muito cordial e afável. Nos últimos anos, e sem que a isso fosse obrigada dada a natureza distante do nosso relacionamento, ela esteve presente em momentos muito marcantes da minha vida. Neste momento a vida não nos dá muitos pretextos para estarmos juntos, mas quando casualmente nos encontramos, falamos como se fossemos velhos amigos.

Voltando ao sonho, quando a L. aproxima o seu rosto do meu para me cumprimentar com beijos, reparo que o seu rosto é bastante mais largo do que o habitual, e apresenta um certo granulado horizontal, como se fosse uma imagem ampliada num ecrã.

A L. beija-me uma face, depois a outra, e tenho a percepção de que me vai dar um beijo na boca mesmo antes de sentir os seus lábios vítreos a tocarem os meus. Quando o seu rosto se afasta do meu, reparo que tem, nas pupilas dos olhos, tatuados dois corações, com pequenos brilhantes a desenharem os contornos.

Foi esta a imagem que retive quando acordei: as pupilas enormes, redondas e muito negras, e os corações, com os contornos desenhados a minúsculos diamantes, como se fossem um graffiti do Keith Haring, a brilharem intensamente junto ao bordo inferior.

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