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tio tungsténio
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Li, há dois anos, quando foi publicada, a autobiografia de Oliver Sacks, On The Move (autobiografia ou memórias? Não é a mesma coisa…) de que gostei imenso, foi uma leitura marcante, fez-me ficar fascinado pela pessoa de Sacks, pela sua personalidade, e com enorme admiração pelo homem, pelo seu trabalho e pela sua obra.

Tive agora a oportunidade de ler, em ebook de tradução brasileira, o livro que Sacks publicou em 2001, também de carácter autobiográfico, Tio Tungsténio ou, no nome original, Uncle Tungsten: Memories of a Chemical Boyhood. Apesar de trazer no título a indicação de se trata de memórias, mais uma vez essa designação tem de ser entendida em sentido não muito literal.

Porque baseando-se nas suas memórias de infância e adolescência (a vida em Londres no tempo da guerra, a traumática experiência do colégio interno, as histórias familiares, as amizades da adolescência, e por aí fora), o livro dá a Oliver Sacks o pretexto de fazer um tratado, simples e acessível, de química.

De facto, Tio Tungsténio constrói-se à volta, e como homenagem, da primeira paixão científica de Sacks, a química, reportando a sua evolução, ao mesmo tempo que nos dá uma panorâmica dessa área do saber. Trata-se, essencialmente, de um relato sobre o fascínio das ciências exactas, e de como o seu conhecimento nos ajuda a alicerçar a nossa compreensão do mundo ao nosso redor.

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