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museu do caramulo
rosas
innersmile
Aproveitei a tolerância de ponto de ontem para ir ao Caramulo. Já lá tinha ido uma ou duas vezes, mas há muitos muitos anos. Aqui há tempos, a minha vontade de voltar a visitar o museu foi estimulada por um episódio da série Visita Guiada, que a Paula Moura Pinheiro apresentou na rtp2.

E, de facto, adorei voltar a visitar o Museu. Suponho que a exposição de automóveis seja o principal chamariz do Museu, mas gostei mesmo de visitar a colecção de arte. Agrada-me o facto de ser um museu pequeno, com uma colecção muito diversificada, que vai da pintura à faiança, da impressionante colecção de tapeçaria à estatuária de diferentes épocas e culturas, passando por um considerável acervo de diversos tipos de objectos, decorativos, de mobiliário, de uso doméstico, de origem oriental, sobretudo chinesa e indo-europeia. Gosto particularmente de um museu que nasce de uma colecção particular, e que evidencia, não tanto o gosto do coleccionador, mas o seu labor e o seu empenho coleccionista.

Vale bem a pena fazer a viagem rápida desde Coimbra para visitar o museu, para nos deliciarmos com a arquitectura beirã, sobretudo a das casas particulares, e para aproveitar a espantosa beleza natural da serra e a pureza do seu ar. E, naturalmente, qualquer visita que valha a pena tem de começar à mesa. Assim foi desta vez, no restaurante Montanha, com um repasto que incluiu uma entrada de alheira no forno (com migas), um bacalhau à Zé do Pipo que estava de chorar por mais, e um arroz de pato que cumpriu.

Como o Caramulo tem mais uma série de restaurantes que gostaria de experimentar, e um hotel muito convidativo, não me importava nada de lá passar uns dias, a ler, descansar e a aproveitar os saudáveis ares da montanha.

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