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sal mineo, uma biografia
rosas
innersmile


Excelente biografia de uma personagem mítica do cinema de Hollywood. Com apenas 16 anos, Sal Mineo protagonizou Rebel Without a Cause, ao lado de James Dean e Natalie Wood, sob a direcção de Nicholas Ray. O filme tem um lugar especial no Olimpo do cinema norte-americano, em particular no contexto dos anos 50 e do surgimento de uma cultura jovem, cuja identidade se construiu, pela primeira vez, por oposição ao mundo dos mais velhos, dos adultos. E tem além disso, uma certa aura de maldição: todos os seus protagonistas morreram muito jovens, quem mais lhe sobreviveu foi Natalie Wood, Dean morreu poucos meses depois de terminar a rodagem do filme, Sal foi assassinado em 1976, com 37 anos. Morrem jovens os que os deuses amam, de facto.

Rebel transformou Mineo num ídolo da juventude, daqueles como hoje já não se fazem.E o resto da sua vida, passou-o a tentar provar a sua valia e o seu compromisso enquanto verdadeiro actor. Num primeiro momento, a tentar livrar-se da imagem de adolescente bonito e delinquente, recusando papéis fáceis que o limitavam a essa imagem. Depois, a tentar reconquistar o estatuto de estrela. Por fim, a lutar pela sua sobrevivência enquanto actor profissional. Mas esse lento caminho para a obscuridade permitiu-lhe, por outro lado, viver em maior liberdade, descobrindo-se ao longo do processo, vivendo em pleno o hedonismo sexual que marcou os anos 60 e 70, explorando os lados mais interditos da sua personalidade.

Muito bem pesquisada, esta biografia, da autoria de Michael Gregg Michaud, pretende ser a abordagem definitiva (e quase se diria “anatómica”) à pessoa, ao actor, à estrela, e a tudo o mais que coube na curta, mas rica e intensa, vida de Sal Mineo. O livro foi-me oferecido pela Margarida, que o comprou em Londres, na Gay’s The World, a melhor livraria do mundo.

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Vi este filme, que foi exibido em Portugal com
o título "Fúria de viver" no ano de 1956. O ano
foi informação tirada na Internet. Eu era ainda
adolescente. Mas lembro-me de Sal Mineo e também
de James Dean. Era o bom cinema americano naquela
época. Ultimamente deixa muito a desejar.Mais uma
vez lhe quero dizer que o seu texto é excelente
num resumo claro e conciso do livro. Gostei de o ler.

acho que nunca vi no cinema, mas, claro, vi incontáveis vezes em casa.
muito obrigado pelo comentário, fico sempre muito contente com os seus comentários

li-o na diagonal antes de to dar. desconhecia, claro, grande parte da sua vida após o filme e a sua morte tão bruta e sem sentido.
fiquei interessada na peça com o DJ mas, depois, passou-me e esqueci-me do nome.

gostei muito do livro. o SM era daquelas personagens que tinham para mim um certo estatuto mítico, e foi uma aventura deliciosa percorrer a sua vida. obrigado.

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