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within
rosas
innersmile
Domingo, quase meio-dia. Atravessamos, de carro, a ponte sobre o Arade. No rádio, os Daft Punk tocam a faixa Within. A minha sobrinha-neta, no banco traseiro vai dando indicações ao pai, que conduz, ao meu lado. Primeiro, o pai toca piano e ela canta. Depois trocam, é a vez dela tocar piano e o pai cantar. “Mais alto, pai, tens de cantar mais alto, não estou a ouvir”, repete ela o que o pai lhe dizia há momentos. Quando chega o refrão, cantam os dois. A voz dela, fininha, em falsete, hesitante, a cantar sons que que para ela ainda não constituem palavras. Eu tento acompanhar, mas não sei a letra. Mais tarde, ela explicará que a canção conta a história de um robot que seguia na sua nave espacial e foi parar a um planeta (“Júpiter”, adoro ouvi-la dizer “Júpiter”), onde encontrou um amigo (o Piruças. O nome do robot é Joaquim). Decidiu ficar a viver ali no planeta, ao pé do amigo, mas com muitas saudades dos pais.

Chegamos ao outro lado da ponte. No meio da rotunda, no alto de um candeeiro de iluminação pública, uma cegonha ocupa-se a construir o seu ninho.

«There are so many things that I don’t understand
There’s a world within me that I cannot explain
Many rooms to explore but the doors look the same
I am lost I can’t even remember my name

I’ve been for sometime, looking for someone
I need to know now, please tell who I am.»



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