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grigory solokov
rosas
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Extraordinário recital de Grigory Solokov, sábado à noite no grande auditório do Convento de São Francisco (a minha segunda visita ao local). Primeiro pela própria circunstância: não é todos os dias que temos possibilidade de assistir, aqui mesmo ao pé de casa, à performance de um dos mais ilustres pianistas da actualidade, por muitos considerado o maior pianista do nosso tempo. Esta ocasião vai assim para a minha coroa de grandes glórias, como ter assistido a concertos de Alfred Brendel ou de Andreas Scholl.

Depois o programa foi magnífico: duas Sonatas e uma Fantasia de Mozart, e duas Sonatas de Beethoven. Neste caso, duas obras tardias de Beethoven, que eu já conhecia, em particular uma delas, a Sonata n.º 32 (opus 111), que é das minhas preferidas, nomeadamente o primeiro andamento, e que Solokov tocou de forma sublime, pelo menos tenho ideia de nunca a ter ouvido assim desta maneira tão arrebatada, e até espontânea, dava ideia de que a música estava a nascer ali naquele momento, a ser criada à medida que Solokov ia tocando.

Extraordinário, ainda, pelo final: Solokov fez seis bis, de cada vez que era chamado ao palco, sentava-se ao piano e tocava mais uma peça. Foram três horas de concerto, eu nunca tinha assistido a uma coisa assim.
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