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4 dias 4 livros
rosas
innersmile
Podia escrever um texto a contar que estive doente, e como, agora, cada problema de saúde, mesmo não muito grave, me atira completamente abaixo. Fico um caco: perco imenso peso, sinto uma enorme prostração, e recuperar, mesmo para níveis basais de funcionamento pessoal, social e profissional, representa um esforço hercúleo. E apesar de terem sido apenas quatro dias, o efeito de ressalto prolonga-se de maneira desanimadora. Mas, enfim, é o que há, e não faz grande sentido choramingar sobre o assunto

Mas se calhar é preferível fazer o texto a falar dos livros que aproveitei para ler ou terminar a leitura durante estes dias de paragem forçada. Foram quatro, dois deles da Index ebooks. O quarto volume da saga Todo Teu continua a contar a relação complicada entre duas personagens que se movem no mundo da dominação. Embora não fazendo muito o meu estilo, nem no tema nem na perspectiva literária, é uma obra que admiro, quer pelo estofo narrativo quer pela composição das peripécias do enredo e das personagens, e que, principalmente, me diverte e entretém.

A outra obra da Index cuja leitura terminei é a 5ª edição do Dicionário de Literatura Gay, cujos novos verbetes nos levam até à letra O, além de actualizarem as letras já tratadas em anteriores edições. Já aqui falei desta obra, que na minha opinião é tão interessante quanto essencial, e enche-me de muito orgulho o privilégio de poder contribuir, ainda que muito pouco e sem qualquer esforço meritório, para a sua concretização.

Li depois dois livros de viagens. Primeiro, o Diário das Viagens Fora da Minha Terra, de Eugénio Lisboa. Neste volume, que é simultaneamente um livro de viagens e um livro de memórias, o autor, de alguma forma, complementa a publicação das Memórias propriamente ditas, transportando-nos numa viagem por algumas das cidades e países que mais o marcaram. Neste livro, escrito em forma de diário, Eugénio Lisboa partilha connosco algumas das suas opiniões, realizações e descobertas culturais. Trata-se de um volume de acutilantes observações de natureza vária que nos são transmitidas por um dos mais atentos e perspicazes intelectuais da nossa Literatura.

Finalmente li o livro Em Viagem pela Europa de Leste, um conjunto de textos que Gabriel García Márquez escreveu quando, nos anos cinquenta, visitou os países da então chamada ‘cortina de ferro’ (e que, começa o autor por revelar, afinal era um pau pintado de vermelho e branco.) Escrita com grande poder de análise, com perspectiva crítica, com muito sentido de humor e com grande atenção ao elemento humano, revela já plenamente o grande escritor que García Márquez viria a ser, uma vez que estes textos fazem ainda parte da sua experiência profissional como jornalista.



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mas estás melhor, não estás?

acabei há dias o dicionário, elevei a classificação, é uma obra...!, uf!, que coragem de se meterem nestes trabalhos. essencial, sem dúvida, um trabalho para a vida.

quinta está no kobo, ainda não li, mas já terminei os 8 minutos.

Eu ainda nao li o 8 minutos.
O dicionário é uma obra fantástica, é um privilégio grande estarmos, ainda que muito modestamente, ligados a ela.

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