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manchester by the sea
rosas
innersmile
No final do filme, apetecia-me voltar a ver Manchester By The Sea. Há qualquer coisa de sortilégio, uma espécie de fascínio, que nos agarra e prende, na imensa tristeza do filme de Kenneth Lonergan. Seja o embalo melancólico do Adagio de Albinoni, seja o apelo excruciante do Messias de Haendel. Ou então é só o abismo sem fundo que devora por dentro a alma e o corpo de Lee Chandler. Ou então é como se a tristeza de Lee nos oferecesse consolo por todo o sofrimento e todo o desespero que não conseguimos trazer à superfície das palavras.

Lembrei-me de que tinha visto uma peça no West End de Londres com o Casey Affleck. As vantagens de ter um diário online muito antigo, é que fui à procura nos arquivos do innersmile, e de facto em abril de 2002 vi uma peça escrita precisamente pelo Kenneth Lonergan, This is Our Youth, e que além do Affleck era ainda com o Matt Damon (que é um dos produtores de Manchester…) e a Summer Phoenix.

O filme é irrepreensivelmente escrito, e escrito para cinema, é uma história para ser contada por imagens. Tem uma fotografia lindíssima, e uma banda sonora muito boa. Para além do Casey Affleck, um outro actor raro, o Kyle Chandler, a Michelle Williams, e um actor de quem eu gostava muito e que há anos não via no cinema, o Matthew Broderick.
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foi o primeiro filme dos nomeados que vi e do que mais gostei. e é isso mesmo, é a diferença entre o sonho e o desejo dos musicais (que não fui ver) e a realidade tão bem representada neste Manchester. porque trata de pessoas reais e vidas reais e tudo o resto é uma fuga dessa mesma realidade, que, bem, também é preciso, nem que seja por umas 3 horas de cor, música, exuberância, alegria. e depois acabam.
boas mini-férias.

Adorei o filme. Foi um daqueles, cada vez mais raros, que "mexeu" seriamente comigo.
Foram tão boas :-)

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