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dias inesquecíveis
rosas
innersmile
No seu livro de memórias O Túnel de Pombos, que estou a ler, John Le Carré conta, com inigualável mestria narrativa, onde estava no dia em que o presidente Kennedy foi assassinado: a assistir a um inflamado comício político de um candidato eleitoral conservador pelo círculo de St. Marylebone, em Londres. Estava a ser uma ocasião tumultuosa, o candidato, um lord que abdicara do título para poder concorrer à Câmara dos Comuns, era contestadíssimo, e até um pouco embaraçosa para Le Carré, então funcionário do Ministério dos Negócios Estrangeiros, e que acompanhava um visitante da Alemanha Ocidental, então ainda em pleno período de reconstrução pós-guerra, para lhe mostrar as maravilhas do sistema democrático britânico em funcionamento.

Há datas e ocasiões que, de facto, uma pessoa nunca esquece. E não estou, naturalmente, a falar das coisas muitos impactantes que acontecem na nossa vida pessoal. Eu nunca me esqueço onde estava e o que estava a fazer no dia 11 de setembro de 2011, quando as torres gémeas do World Trade Center, em Nova Iorque, foram atacadas com aviões civis cheios de passageiros, e ruíram. Acho que ninguém que àquela data tivesse idade suficiente para estar desperto para o mundo, o pode esquecer.

Mas também se podem recordar grandes momentos bons. A minha mãe, por exemplo, nunca se esqueceu do que estava a fazer numa noite de julho de 1969 quando o Homem pela primeira vez pousou na Lua: a assistir a um concerto no pavilhão de desportos do Clube Ferroviário de Nampula. Nem da pessoa que, no palco, anunciou a notícia, a Amália Rodrigues.

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O que Nampula, Amália Rodrigues e Neil Armstrong teem em comum?

Uma "memória" que a minha mãe escreveu sobre essa noite, e que eu já publiquei aqui no innersmile.

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