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obrigado por perguntar
rosas
innersmile
Só quem já teve uma doença má, daquelas que comprometem a nossa mais elementar condição de seres viventes, é capaz de compreender, por um lado, a dimensão do medo e da ansiedade que sentimos antes de nos submetermos a exames de follow up, e, por outro, a enorme sensação de alívio quando o resultado desses exames é bom.

A ansiedade anterior ao exame é uma coisa poderosa, um vórtice, uma vertigem negra que nos suga todas as energias nessa tarefa simples de tentar continuar a respirar como se tudo estivesse normal, um lugar de uma solidão absoluta, em que tudo é relativizado, onde não se conseguem fazer planos nem para o fim de semana seguinte, pois não há perspectiva temporal que seja capaz de resistir ao dia em que o exame está marcado.

Quando saímos do exame e tudo correu bem, quando temos acesso ao resultado e ele é favorável, sentimos um alívio que mais do que psicológico, é mesmo físico, como se de súbito nos libertássemos de um peso que nos atrofiava e subjugava. Uma sensação de grande alegria, que nos leva a querer partilhá-la com toda a gente com que nos cruzamos, com os técnicos que nos fizeram o exame, com a secretária clínica, com as pessoas com quem partilhamos a viagem de elevador até à saída.

É impressionante como a nossa perspectiva da vida e do mundo muda num período de quinze ou vinte minutos, entre o momento em que entrámos e aquele em que saímos de um gabinete médico num longo corredor de hospital. Não há cá merdas nem grandes teorias: entras lá para dentro borradinho de medo, sais a sentires-te “king of the world”.

E eu sei, porque ontem foi mais um desses dias.

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Não podendo fazer muito mais, celebramos contigo cada vitória. Mais um abraço!*

Grande Abraço! Que bom ! Força! Marco

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