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Tal como acontecia no seu filme anterior, Love is Strange, também em Little Men (Homenzinhos, é o título em Portugal) Ira Sachs vai à procura dos efeitos emocionais e afectivos dos pequenos terramotos do nosso quotidiano. São as histórias que não saem no jornal, as das vítimas da economia, cujos dramas atingem as famílias e os que lhes são próximos. Em Love is Strange um velho casal de homossexuais era obrigado a separar-se por não suportarem as despesas do condomínio. Em Little Men, uma família muda-se para Brooklyn e, para aguentarem as despesas, põe uma acção de despejo à inquilina da loja do rés-do-chão, comprometendo a crescente e forte amizade entre os respectivos filhos adolescentes.

À complexidade da teia emocional que envolve as personagens, Ira Sachs contrapõe uma leitura narrativa muito simples, sem enunciados ou explicações, que persegue as personagens no seu dia a dia, nas rotinas do trabalho ou nos gestos familiares, colocando nos diálogos todo o esforço dramático. A contenção narrativa resulta numa enorme subtileza da abordagem das relações entre as personagens. Por outro lado, há muita informação que não nos é dada, e essa ambiguidade é responsável pela tensão dramática que aguenta todo o filme. Isto é particularmente evidente na relação entre os dois adolescentes, mais propriamente no lugar emocional que cada um deles ocupa na vida do outro.

Greg Kinnear tem um desempenho perfeito para o perfil da sua personagem, e o jovem Michael Barbieri tem uma daquelas presenças no ecrã completamente electrizantes e acho que é uma enorme promessa.
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Em PT-BR só entrará em cartaz em junho, pode?? Não pode... Procurarei em vias alternativas.

uma delícia de filme, gostei muito

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