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the lost language of cranes
rosas
innersmile


Ainda me faltam umas quantas páginas para terminar a leitura de The Lost Language of Cranes, mas fica já arrumado na prateleira dos livros deste ano. Trata-se de uma releitura do primeiro romance publicado pelo David Leavitt, que apenas tinha publicado anteriormente o volume de contos Family Dancing, que também já reli.

Apesar de reconhecer o Family Dancing como uma influência no tipo de contos que eu gostaria de escrever, percebo agora as razões porque este romance me marcou tanto, quando o li pela primeira vez no ano de 1988. Consigo rever-me (àquele que eu era nessa altura, mas também, ainda que por razões diferentes, ao que sou actualmente) de forma muito nítida, não em um, mas no conjunto de três personagens que formam o núcleo narrativo do livro, Philip, o jovem protagonista, mas também os seus pais, Owen e Rose.

O conflito que move estas três personagens continua a ser uma coisa que eu entendo bem, apesar de, tanto quanto me lembro, desta vez o livro não me estar a perturbar tanto quanto aconteceu na primeira leitura. Por outro lado, não me recordava nada da personagem de Jelene, e agora está a ser uma das minhas personagens preferidas do romance.


Como costumava sempre assinar e datar os livros, vejo agora que comprei a minha edição da obra em Londres, em setembro de 1988. Encontrei dentro do livro, um cartão de embarque de um voo de Londres que, seguramente, usei como marcador. O meu lugar era o 16A e, tanto quanto consigo, a esta distância, decifrar as sinalefas, era um lugar de fumador!


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eu também gosto de guardar coisas dessas nos livros. tenho um marcador-régua com o calendário de 1990-1991 com medidas de autoprotecção (sabia eu lá que tantos anos depois...).
também já encontrei um bilhete de um concerto, outro de cinema, de há anos e anos...

normalmente quando uso qualquer coisa do dia a dia como marcador, fica lá guardado, à espera dos arqueólogos sentimentais :)

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