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balanços I, música
rosas
innersmile
Começou a época dos balanços e inventários ao ano quase a findar. Cá conto fazer os meus inventários anuais, mas por enquanto vou-me divertindo com os balanços das redes sociais e outros aplicativos de fruição cultural. Gosto particularmente daqueles que apresentam estatísticas de utilização. As estatísticas permitem-nos divisar padrões, tendências, hábitos e, dessa maneira, vamo-nos conhecendo melhor ou pelo menos tomando mais consciência do que somos e do que gostamos.

Assim inauguremos a época dos balanços com a informação que o Spotify, uma aplicação que permite ouvir (e bem assim guardar e organizar) música em streaming, disponibilizou por email com as principais características “musicais” do meu ano de 2016. Claro que só se aplica à música que eu ouvi no próprio aplicativo, mas já lá vamos.

Diz então o Spotify que dediquei 12.906 minutos a ouvir música, o que corresponde a pouco mais de 215 horas. Não parece muito, mas traduzindo em dias, foi como se eu passasse quase 9 dias do ano a ouvir música non stop. Estes “dias” foram dedicados a ouvir um total de 415 artistas, e correspondem a 1541 faixas únicas.

Tem depois alguma informação relativa às minhas preferências musicais. Mas aqui convém fazer uma ressalva: a maior parte da música que oiço no Spotify é através de playlists que eu próprio vou construindo, algumas delas com dezenas de temas (mais de uma centena, em dois casos). Como a minha conta é gratuita, só posso ouvir música aleatoriamente, de modo que esta estatística das preferências, que se baseia seguramente na frequência com que ouço determinados temas e artistas, é tanto feita por mim, que as escolho para as listas, como pelo próprio aplicativo, que determina em concreto o que é que eu ouço em cada momento.

Ainda assim, diz o Spotify que este ano os meus artistas preferidos foram o Charlie Haden, a KD Lang, o Bruce Springsteen, o Willie Nelson e o sempre incontornável e presente Brian Eno. Apesar de haver outros nomes que de certa maneira dominam as minhas playlists (o Philip Glass, por exemplo), reconheço-me nesta seleção, apesar de achar que faltam mais vozes femininas. Tenho pelo menos a noção de, no que toca a música cantada, ouço mais cantoras mulheres do que cantores homens.

Finalmente o Spotify elaborou uma playlist com as minhas preferências musicais. Não contei quantos temas incluiu na lista, mas tem um total de música de 7 horas e 51 minutos. Diz ele que as minhas faixas preferidas foram All I Have To Do is Dream de Leo Kottke, o primeiro movimento, Fast, da Electric Counterpoint de Steve Reich, e a Noche de Ronda da Carrie Rodriguez (obrigado Margarida!)

Claro que há mais música para além do Spotify, sobretudo a que fui ouvindo na rádio, que para mim é sempre a companhia preferida quando viajo de carro. Por isso vale a pena registar o programa da Antena 1, A Cena do Ódio (ou o Vício das Canções), das autoria de David Ferreira,que ouço regularmente, quer em directo quer através do respectivo podcast, e que é um programa que me diverte muito mas sobretudo que me ensina muito mais.

Finalmente acho que é justo destacar que o meu ano musical foi enriquecido com a edição de dois discos absolutamente fabulosos, e que, para mim, foram os álbuns do ano no que diz respeito à música portuguesa: Até Pensei Que Fosse Minha, do António Zambujo, e Nua, da Gisela João.


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confesso que não tenho paciência para estatísticas e coisas assim, ligo o S. e oiço quase as mesmas músicas, depois oiço algum trecho na antena 1 e vou procurá-lo, bem como algum genérico de uma série de TV ou banda sonora de filme.
há uns dias comprei esse cd da Gisela J. :)
mas gosto dos teus balanços anuais, mais um ano se passou e por aqui andamos, com mais ou menos novidades.

eu gosto muito de estatísticas. acho que não é tanto o fascínio dos números, mas sobretudo o do tempo: as estatísticas são também uma forma de olhar para o tempo, de "ver" o tempo, de perceber e organizar a sua passagem.

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