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granta, cartas de mário cesariny para cruzeiro seixas
rosas
innersmile


Os meus textos preferidos deste número 8 da Granta são os de Helena Vasconcelos e de Valério Romão, que partilham o registo memorialístico, sendo o de HV ambientado à Índia portuguesa, onde a autora passou alguns anos da infância. Soberbo. Também gostei imenso do texto de Rachel Cusk, que se debruça sobre as complexas, e por vezes atemorizantes, relações familiares.

Vários textos desta edição dedicada ao 'Medo' referem-se a reportagens de guerra, tendo por cenários, em especial, os conflitos do Médio Oriente (Israel, Palestina, Afeganistão, Iraque).



Este conjunto vasto de cartas, que abrangem um período de mais de 30 anos, e começam quando os dois protagonistas eram ainda muito jovens, são um testemunho privilegiado do que foi uma parte importante do movimento surrealista, quer nas artes plásticas quer na literatura, em Portugal. Mas muito mais do que isso, funcionam quase como um registo pessoal, um "diário", ainda que irregular e esporádico, do que era e como era "ser Cesariny", em múltiplos planos: o literário, o cultural, o social (não faltam exercícios de gossip e mesmo má-língua), até ao mais pessoal e amoroso. Constituindo apenas uma das partes daquilo que se percebe ser um diálogo intenso e profícuo, este conjunto de cartas são ainda testemunho de uma admirável e especialíssima relação de amizade.

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caramba! estás a recuperar bem :p ainda nem a folheei e estou aborrecida por os livros ainda não terem chegado.

já confirmaste com a editora e com os correios? os meus chegaram num pacotão enorme, tive que os ir levantar ao correio, não cabiam na caixa. já estou a ler o que escolhi.

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