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barcelona, bandolim
rosas
innersmile


Uma visita cerrada à Catalunha e à sua capital Barcelona, por um irlandês que viveu lá em diversos períodos. Em Barcelona, essa visita é quase rua a rua, edifício a edifício, juntando sempre diversos pontos de vista: a história, a arte e a cultura, a política, a mentalidade, a gastronomia e a vida nocturna. Tudo servido pela escrita sempre irrepreensível do grande escritor que é, sempre, em ficção como em não ficção, o Colm Tóibín.

Dado não se tratar de um guia turístico, mas de um verdadeiro travelogue, um livro de viagens, faz com que o facto de o livro 'parar' em 1992, quando Barcelona se preparava para acolher os jogos olímpicos, usando esse acontecimento para se reforçar politicamente em termos identitários e autonómicos, em nada prejudique o seu interesse.



Adoro a Adília Lopes. Parece que cada vez mais. Já tinha gostado muito do seu livro anterior, Manhã, mas este parece que ainda é melhor. Há muito tempo que leio os seus livros, e se antes poderia parecer, por vezes, que havia na sua poesia uma intenção demasiado à vista, talvez mesmo alguma pose, alguma vocação de efeito, cada vez mais, e isso é muito evidente neste livro, a Adília Lopes reduz a poesia à sua essência. 'Sua', dela, poesia, mas sobretudo 'sua' dela, Adília, e até 'sua', da escritora que cede o seu lugar à autora.

Aliás, não me lembro de Adília Lopes ter levado tão longe o processo de apropriação da pessoa de Maria José: Bandolim abre e encerra com fotos e outros documentos da autora, em particular da sua infância e de alguns familiares. De resto, Adília Lopes não é um pseudónimo nem um heterónimo; como a própria se define, uma e outra são a mesma Pessoa.

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Quero conhecer os poemas da Adília Lopes!
Edu

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