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rio 2016
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Vi muito poucas provas do Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, quer por causa do horários das transmissões em directo, quer porque, quando ligava a TV, não estavam a ser transmitidas as minhas modalidades preferidas: ginástica olímpica, natação, saltos para água, atletismo. Mesmo assim, consegui ver alguns momentos empolgantes de judo, de vólei (de pavilhão e de praia), de badminton. Ontem vi a maratona masculina, que foi um espectáculo televisivo encantador, e a final de andebol masculina, emocionante. Vi parte da cerimónia de abertura em directo, e espero ver a de encerramento no arquivo da box.

E fui acompanhando os acontecimentos, quer quer no que diz respeito às provas em geral, em especial aquelas em que participaram atletas portugueses ou alguns dos meus favoritos (Tom Daley, Usain Bolt, Michael Phelps, Patricia Mamona), quer no que toca à própria organização dos Jogos.

E, neste aspecto, fiquei muito contente por tudo ter corrido bem. Ao contrário da expectativa de muita gente, que se fartou de dizer que os JO iam ser um desastre, que o Brasil não tinha capacidade de organizar em evento a esta escala, que a segurança ou o mero conforto dos participantes não estavam garantidos, enfim, que havia cadáveres a flutuar na baía da Guanabara... Nomeadamente em Portugal, que temos com o Brasil uma relação complexa, feita de algum despeito de antiga potência colonizadora, e de uma certa inveja, por o Brasil se ter tornado uma grande nação.

Em termos desportivos, os jogos do Rio ficam marcados, entre outros aspectos, pela ascenção ao Olimpo de dois extraordinários atletas, Michael Phelps (participação em 5 edições, 28 medalhas, entre elas 23 de ouro) e Usain Bolt (participação em 3 edições, 9 medalhas de ouro, tendo vencido todas as provas em que participou). E, tanto quanto são possiveis profissões de fé a este nível, e para além dos seus feitos nas provas, ambos os atletas são modelos de ética desportiva e de decência de carácter.

Aliás, uma das histórias mais inspiradoras desta edição dos jogos do Rio, passou-se na prova dos 100 metros mariposa, a última prova individual disputada por Phelps, que perdeu para o nadador Joe Schooling, de Singapura, 10 anos mais novo do que o norte-americano; na preparação para o jogos de Pequim, em 2008, a equipa americana fez uma paragem em Singapura, e Schooling, então com treze anos, tirou uma fotografia com o seu ídolo. De facto, Michael Phelps, nos JO de 2016, disputou as suas provas com os atletas que se inspiraram nele, desde que participou na sua primeira Olimpíada, Sidney 2000, com apenas 15 anos de idade.

Quanto aos atletas portugueses, não tendo sido a melhor participação em termos de lugares no pódio, foi, no entanto, uma presença não só muito positiva como entusiasmante, com participação em 16 finais, de 7 das 17 modalidades olímpicas em que Portugal se inscreveu. Para além da medalha de bronze, os atletas portugueses conseguiram 10 resultados entre os 6 primeiros. Ou seja, a participação de Portugal dos jogos do Rio 2016 foi um sucesso: em número de atletas inscritos, em número de modalidades disputadas, em termos de resultados.
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Adoro assistir a várias modalidades nos j.o. Este ano vi com mais interesse, pois tinha lá a minha prima Filipa Martins. Não trouxe a medalha, mas ela é fabulosa. Fica para a próxima. Um beijinho . Lídia

uau, Lídia! Boa! :)
eu, ao contrário, não segui muito, pois estava a trabalhar. só ontem é que me deitei mais tarde e vi o encerramento.
referiste tudo o de mais interessante, eu acrescento uns quantos pedidos de casamento, o fair-play de duas atletas e a excelente participação da Telma (que só agora descobri que é quase minha vizinha :p )


sim, há um aspecto que não mencionei e que deve ser o mais importante destes JO: o papel do desporto feminino ganha cada vez mais preponderância e não admira que em próximas edições haja mais atletas mulheres do que homens e com resultados mais significativos. outro aspecto muito importante é a cada vez maior visibilidade dos atletas L, G, B e até T

Como tu vi muito pouco dos jogos e foi mesmo uma pena, o que queria ver dava muito tarde, modalidades semelhantes às que referias no teu post. A culpa foi mesmo do fuso horário porque vontade tinha muita.

Olá, Miguel.

Não creio que tenhamos despeito. Se o Brasil tem o potencial que tem, deve-o inteiramente a Portugal, que foi o seu obreiro ao expandir-se para lá do estipulado em Tordesilhas e ao ter sempre defendido a integridade territorial da sua possessão americana. E não te esqueças de que há brasileiros que negam a ancestralidade portuguesa, e isso verifica-se em piadas, em comentários depreciativos, etc. Convém analisar os dois lados da questão.

A participação nos JO, para mim, foi uma desilusão. Lá está, as tais vitórias morais: bons lugares, mas apenas uma medalha, e de bronze. É disso que as pessoas se lembrarão.

Um abraço.

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