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mieko miyazaki e franck wolf, remi panossian trio
rosas
innersmile
Claro que o melhor dos dias em que estive no Algarve foi passado em família, a gozar a ternura dos sobrinhos-netos. Quase não saí de casa, mas mesmo assim ainda deu para ir uma noite ao Lagoa Jazz Fest, que tem lugar anualmente nas Fontes de Estômbar. Foi na noite inaugural do festival e assisti a dois concertos, ambos excelentes.

O primeiro, com o duo constituído por Mieko Miyazaki, em koto, um instrumento de cordas tradicional japonês, e voz, e Franck Wolf, em saxofones, mais exigente em termos de disponibilidade e atenção, a oferecer uma mistura complexa e subtil entre as sonoridades da música tradicional japonesa e os sons ocidentais dos saxofones, entre a música escrita e a música improvisada.

O segundo concerto da noite trouxe o trio do pianista Remi Panossian, com Maxime Delporte em contrabaixo e Frédéric Petitpez em bateria, ou seja uma secção rítmica mais tradicional, a servir um jazz empolgante e sincopado, que alterna com outro de maior lirismo. Para além da música, este trio francês contagia ainda pelo grande entrosamento entre os três músicos, a provar que, na sua essência, o jazz é sobretudo um modo de tocar junto, de partilhar com outros o gozo da execução musical.

Para além destes concertos no palco principal, o festival oferece ainda um outro palco mais lounge, bares, restaurantes e zonas expositivas. Um belo de um evento. Mesmo as melgas e os mosquitos, que quase me devoraram na primeira meia-hora de permanência no recinto, acalmaram depois do início da música.
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