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vicente da câmara
rosas
innersmile
O fim de semana passado trouxe-nos a notícia triste do falecimento de D. Vicente da Câmara, um dos grandes do fado. Não sei se o nome dirá muito aos que aprenderam a ouvir o fado com as mais recentes gerações de fadistas, mas Vicente da Câmara é uma das grandes referências do fado que se faz hoje. Popularizou um certo tipo de fado, ligado ao fado castiço, mas com um tom aristocrático, com um determinado universo temático, solar e luminoso, mesmo festivo, mas também uma maneira de o cantar, com a voz colocada num tom alto, quase a raiar o falsete, muito melódica, sem grandes trinados, sem gritos, e com um certo jeito gingão, ondulante.

Eu, mais uma vez, devo à minha mãe e às minhas tias conhecer Vicente da Câmara desde sempre, ouvi-lo desde que me lembro. Elas tinham por ele uma grande admiração e, claro, cantavam muitos dos seus fados.

Não sei se foi ele que os escreveu, mas foi seguramente Vicente da Câmara que criou alguns grandes êxitos do fado, como a incontornável Moda das Tranças Pretas, mas também o Fado das Caldas, que é maravilhoso.

Mas o “meu” fado de D. Vicente da Câmara é outro, o ‘Milagre de Santo António’, que vinha num single velhinho, que sempre existiu em casa dos meus pais, e que deixei perder na grande debacle que significou ter de desfazer a casa deles. É este fado que associo sempre que me cruzo com o nome de Vicente da Câmara.


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