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crsitina branco e mário laginha trio
rosas
innersmile


Acho que foi a primeira vez que decorei o alinhamento de um concerto (claro, tomei nota quando cheguei a casa): O Meu Amor, Carolina, Lígia, Tanto Mar, Atrás da Porta, Anos Dourados, Geni e o Zepelim, Construção, Sabiá, Pedaço de Mim, Valsinha, Retrato em Branco e Preto, Meu Caro Amigo, Tatuagem.

Em comum, foram todas criadas por Chico Buarque, enquanto compositor, letrista e intérprete. E foram recriadas, num concerto muito especial, por Cristina Branco e por Mário Laginha, em trio, numa prestação tão exaltante quanto comovente. A meio do concerto, dois números instrumentais, da autoria de Laginha, a completar o line up.

Fica curto dizer que é uma bela homenagem ao génio de Chico Buarque de Hollanda (como se chamava no início da sua carreira, nos tempos d'A Banda), porque o que passou pelo palco do Conservatório foi muito mais do que isso: música em estado puro, num crossover de géneros, com maneiras e sotaques de falar e cantar em português, com grandes canções populares, com arranjos brilhantes e imaginativos, com o efeito celebratório que sempre o jazz nos oferece.

Mas também não admira: os quatro músicos são do melhor entre o melhor da música portuguesa. A Cristina Branco é uma extraordinária cantora, que não se deixou embalar no formato de diva do fado e tem explorado, sempre com bons resultados, outros, e próprios, caminhos. O Mário Laginha, como se sabe, era o génio número dois em palco, para além do génio criativo de Chico Buarque, e que se apresentou em trio com dois dos melhores, e veteranos, músicos da cena nacional, o contrabaixista Bernardo Moreira e Alexandre Frazão na bateria.

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