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jardim zoológico de vidro
rosas
innersmile
Graças à iniciativa da Margarida, fomos ver ao Teatro da Politécnica (e à borla, ainda por cima) The Glass Menagerie, do Tennessee Williams. Com tradução de José Miguel Silva, e encenação de Jorge Silva Melo, que preferiu dar à peça o título de Jardim Zoológico de Vidro, em vez do tradicional ‘Cristal’, para acentuar a condição pobre dos personagens. Interpretações do electrizante João Pedro Mamede (é daqueles actores que é impossível tirar os olhos deles quando estão em cena), da magnífica Isabel Muñoz Cardoso, de José Mata e de Vânia Rodrigues.

Esta peça é das primeiras que Williams escreveu e que o tornou um dos maiores dramaturgos norte-americanos. Talvez por ser muito inicial, tem um dispositivo dramatúrgico relativamente simples, e um forte carácter autobiográfico, não sendo em vão que o personagem principal tem o mesmo nome próprio do autor. É, de certa forma, uma peça escrita contra o remorso e o sentimento de culpa, ao encenar as razões de uma fuga e de um abandono.

Para além de várias versões cinematográficas, a última das quais realizada por Paul Newman com a inevitável Joanne Woodward e o John Malkovitch, vi de certeza pelo menos uma outra produção desta peça de Williams. Foi há quase 20 anos, levada à cena por um grupo de teatro universitário numa pequena cidade do estado do Wisconsin, nos Estados Unidos. Já me lembro pouco desse espectáculo, até pelas circunstâncias em que o vi, por isso foi excelente revê-la agora, num espectáculo com a força e a eficácia habituais nas encenações de Jorge Silva Melo.

Ter ido ao teatro em tão excelente companhia, da Margarida e do Eduardo, e depois de uma tarde tão bem passada, foi um plus muito significativo. Para mais numa zona da cidade que me diz muito, e onde há muito tempo não passava.

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Muito muito obrigado à Margarida por esse presente! Minha primeira vez num teatro em Portugal e começando tão bem! Foi um dia especialíssimo, ainda que eu possa dizer o mesmo de todos esses 8 que passei por aí!

sim, a tua estreia teatral em PT foi mesmo um luxo. tudo foi bom nestes dias, Edu.

Querido Miguel, gosto tanto de te tornar a ler.... Quando cheguei, no sábado à noite, espreitei logo, mas percebi que tinhas feito o que tu mesmo designas por adormecimento de rotinas. Anestesiaste as solidões!
O nosso reencontro foi muito bom e como dizia o Jorge parafraseando o fado, Coimbra tem mais encanto na hora do reencontro. A tua mãe esteve tão presente nestes momentos!
Perdi a cabeça e fui a Coimbra, digo eu às pessoas que brincando me chamam a atenção para a minha recusa para os passeios. Foi bom. Gostei!!!!
Por falar em fado.... O que já li, adorei. É normal! Adoro tudo o que escreves e tu sabes tanto.
Beijinhos, Miguel!!!!

foi muito bom Madalena. ao mesmo tempo extraordinário, contra a improbabilidade do tempo, e natural, como se tivéssemos estado só uns dias sem nos ver.
e sendo um encontro a quatro, tens razão: estiveram connosco aqueles a quem nunca largamos.
muitos beijinhos

interesseiro!
a parte da borlix não era para divulgar :D
excelentes os dois actores, «mãe» e «filho», sim, o JPM é fenomenal.
estreia cultural do Eduardo 5 estrelas com os Artistas Unidos e o TW :)

O Edu é um rapaz cheio de sorte: para a semana vai ver o Streetcar. com o Júlio Cazarré, ainda por cima :)

Stellaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!

"And when he comes back I cry on his lap like a baby..."

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