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cabo verde 4/8
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innersmile


21 março

A beber um chá no bar do hotel, enquanto o Bruno foi ao correio, que fica ao fundo da Rua Um de Junho.

De manhã, inscrevemo-nos num passeio e fomos dar a volta à Ilha do Sal. Ou meia-volta, para ser mais preciso, pois só visitámos a parte norte da ilha, para cima do aeroporto.

Duas paragens em Espargos, uma à ida e outra à volta, a capital da ilha, que já era nossa conhecida. Desde ontem... É engraçado passear com o guia pelos lugares que visitámos ontem. A grande diferença é que ontem, por ser domingo, estava tudo deserto, e hoje a cidade fervilhava de vida. Muitas crianças, com as suas fardas escolares, e muitas carrinhas Hiace, que fazem o transporte dos trabalhadores para a zona turística do sul da ilha. Num intervalinho, eu e o Bruno fomos beber um café à Caldera Preta, um dos bares mais conhecidos da vila, sobretudo por causa da música ao vivo; hélas!, eram 10 da manhã, ficámo-nos pelo café.

Depois fomos à aldeia piscatória de Palmeira. Visitámos a D. Isaura, uma senhora com 90 anos que é amiga do Ulisses, o nosso guia, e a seguir espreitámos a escola primária Zeca Ramos. O Ulisses espreitou para dentro de uma das salas, e anunciou-se com o nome igual ao do primeiro-ministro eleito ontem. De lá de dentro veio uma voz de criança: “Não queremos políticos na nossa escola”!

A visita à aldeia terminou no porto de pesca, muito tranquilo àquela hora, só o ocasional calafate a trabalhar nos barcos em terra. A seguir fomos visitar a gruta do Olho Azul e a Buracona, mas eu fiquei cá em cima, a apanhar vento, não me meto em aventuras em rochas.

A parte mais espectacular do passeio foi mesmo a paragem, já na zona norte da ilha, para ver as miragens. No horizonte, a paisagem desértica transforma-se em água. O efeito é não só real, mas poderoso. Parece um mar que avança à medida que nos baixamos, para o olhar ficar mais horizontal. Ou um lago, com reflexo de montes e vegetação. E, tremeluzindo no calor, figuras humanas?

No regresso ainda parámos nas salinas de Pedra Lume, mas eu fiquei no carro e não quis ir visitar.Porque estava cansado, mas também por causa dos comentários que o Ulisses fez em relação ao dono do vulcão onde estão as salinas. Uma das coisas boas deste passeio foi precisamente o Ulisses, um excelente guia, com consciência social, e que tentou fazer com que os visitantes vissem para além da visita turística. Ficámos a conhecer melhor como é a vida das populações que aqui vivem, e trabalham para o turismo.

Jantámos num café, em Santa Maria, o Cabo Verde. Comi lulas na chapa. Ontem e hoje a refeição terminou com uma visita à Giramondo, uma gelataria italiana excelente. Seguiu-se uma pequena discussão luso-brasileira sobre o tema gelado vs. sorvete.
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Sim, o Bruno tem esta ânsia de ir a correios e exercitar esta coisa antiga de enviar postais. Mas também era desculpa para caminhar um pouco e ver um pouco mais - ou o que restava por ser visto - de Santa Maria.
Seguindo o conselho do guia Ulisses, quem quiser ajudar a Escola da Palmeira, pode enviar lápis de cor e canetas para lá. Não querem dinheiro, apenas um material que seja de melhor qualidade que os chineses que por lá inundam o comércio. É só enviar para:
Escola Zeca Ramos
Palmeira
Ilha do Sal
Cabo Verde

Edited at 2016-04-15 11:44 pm (UTC)

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