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joy
rosas
innersmile
Fui este fim de semana ver Joy, realizado por David O’Russell, que se baseia na história verdadeira de uma dona de casa que inventa a esfregona que se torce a si mesma, e que a partir daí se tornou numa empresária no mundo do comércio das tele-vendas. Como quase sempre acontece, O’Russell aproveita estas histórias de personagens menores para fazer filmes sobre a América. Aqui a tese parece um bocadinho forçada, e as cores da história têm de ser relativamente puxadas, e mesmo assim de maneira nem sempre muito conseguida, para poder ganhar esse brilho de história exemplar.

Mas o realizador tem méritos garantidos, que conhecemos já de outros filmes. Um deles é o estilo, um realismo um pouco ‘scorsesiano’, uma certa vocação para a tragédia que tem qualquer coisa do sentido operático de Coppola, e uma noção de ritmo que deve alguma coisa à concisão e à eficácia narrativa dos video-clips.

Mas aquilo que David O’Russell faz melhor, pelo menos na minha opinião, é dirigir actores, que são sempre tremendamente sedutores nos seus filmes. Aqui, a jogar com um naipe de actores muito seus, O’Russell traz-nos de novo um Robert De Niro grande, um Bradley Cooper que nos levaria a qualquer sítio, o regresso de uma Diane Ladd carismática e grandiosa (como sempre), ou de uma Isabella Rossellini num registo de comédia que consegue a proeza de ser caricatural e verosímil. Mas o filme é, claro, de Jennifer Lawrence, a quem o realizador arranca interpretações fulminantes de tão intensas.
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  • 1
nunca engracei com a JL, não sei se irei ver este filme, agora no início do ano há uns bons que não posso perder.
(e vi hoje o 45 anos pela 2.ª vez).

eu não vi assim tantos filmes com ela, mas reconheço que é uma actriz com enorme potencial.

o 45 anos deve ser mesmo bom, tenho tanta vontade de o ver.

  • 1
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