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as mil e uma noites, volume 2: o desolado. the martian
rosas
innersmile
Ainda antes de ir para o hospital fui ver o segundo volume de As Mil e Uma Noites, o filme de Miguel Gomes. Intitulado O Desolado, as histórias que integram este segundo volume fazem jus ao título, e são de facto tristes e desoladas: a primeira reconstrói, com dose significativa de liberdade ficcional, o episódio do assassino denominado “o Palito”, que, suspeito de assassinar a famíllia, andou um mês e tal a fugir da polícia com a suposta conivência das populações; a segunda história é sobre um julgamento, ocupando o juíz a parte principal; e a terceira decorre nos subúrbios de Lisboa, anda à volta de um cão chamado Dixie e dos seus sucessivos e precários donos, uma história tristíssima.

A piece de resistance deste volume é sem dúvida a história central, a do juiz, que é, ainda que triste e desolada, um prodígio, quer de construção narrativa (um julgamento que decorre numa arena ao ar livre, e onde vão comparecendo sucessivamente protagonistas e testemunhas de crimes) quer sobretudo pela própria matéria ficcional, uma sucessão de crimes, coisas medíocres, dramas entre vizinhos ou golpadas financeiras, enfim, um retrato amargo e impressionantemente fiel deste país que somos, plasmado num retrato que vai dos chineses dos vistos gold ou dos banqueiros caídos em desgraça aos protagonistas dos reality shows da TV e às histórias de faca e alguidar que enxameiam os telejornais televisivos.

Já depois do hospital, fui ver The Martian, uma aventura espacial realizada por Ridley Scott, com o sempre entusiasmante Matt Damon no protagonista. Às tantas, o protagonista diz a seguinte frase: “I'm gonna have to science the shit out of this”, que resuma bem o principal interesse do filme: a possibilidade de criar uma narrativa de aventuras sempre a partir daquilo que já é o desenvolvimento científico e tecnológico actual ou nas potencialidades provisíveis a curto prazo desse desenvolvimento. Mais do que de ficção científica, o que se trata aqui, à semelhança do que aconteceu com filmes como Gravity ou Interstellar, é sobretudo de cenários de antecipação científica, utilizando a conquista espacial para construir histórias de superação individual e de esperança no futuro dos valores humanos.
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The Martian NÃO estreou em IMAX por aqui...

- CHOCADO!

Então me pergunto: vale o ingresso ou deixo pra ver em casa depois? Porque as projeções convencionais nos cinemas daqui - ou mais especificamente as salas - andam deixando muito a desejar.

Se em 3D, tanto pior: muito escuras. Só a tela imensa e brilhante do IMAX tem justificado.

Mas quero MUITO assistir.

aqui passava em dois horários, um 3D e outro 2D. eu vi em 2D. cá na terrinha não há imax.
vai ver sim. é muito lindo. o Matt. e o filme também

Sei que é um filme que deveria de ser visto no cinema, mas acho que o vou ver em casa. Estou curioso em o ver.

Se gostas desse género de filme, há um livro chamado "O Silo" que é uma verdadeira delicia!

chateia-me ver filmes em casa, fico cheio de sono e acabo a ver aos bocadinhos.
obrigado pela dica :)

ainda não deu para ver o desolado e estou desolada.
(mas fui ao teatro, ao «plaza suite», no dia 1. adorei). :)

ouvi falar nessa peça (aliás, vi na tv uma entrevista do Diogo Infante a propósito dela) e gostava de ter visto.

o Miguel Gomes é tão bom, este As Mil e Uma Noites está a ser genial.

consegui ver, finalmente.
apesar da peça central ser a tua preferida, gostei mais da última. conheci pessoas naquela situação, infelizmente, mas, apesar da miséria, havia mais solidariedade entre eles do que os 'arguidos' na cena dois.
quanto à peça, continua no mês de novembro, afinal. boa notícia. :)

percebo-te bem. eu acho que o episódio do juiz está muito bem feito, quer do ponto de vista da escrita quer da narrativa cinematográfica. mas o episódio do Dixie é muito real, como dizes, e é pungente, dá-nos cabo do coração.

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