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um eléctrico chamado desejo
rosas
innersmile


Ver o Stanley Kowalsky no grande écran é outra coisa, ainda que o écran seja uma das paredes do museu do mosteiro de santa clara. A Street Car Named Desire foi o filme desta semana no cineclube (é fantástico, estamos em agosto e as sessões continuam cheias de público), num ciclo dedicado aos clássicos.

Sou um fã devoto do filme de Elia Kazan (tal como sou da peça de Tennessee Williams, aliás de todas as suas peças), que já tinha visto muitas vezes, mas foi a primeira vez naquilo que se pode chamar uma verdadeira sessão de cinema, ou seja sem ser na tv ou no computador, numa plateia pública, às escuras. E tudo parece ainda maior e mais intenso. E é tão bom rever as cenas icónicas do filme, a tragédia daqueles anjos em queda parece que fica ainda mais em evidência; e ver como Kazan mantém a tensão, e até o ritmo, do teatro.

Vivien Leigh e Marlon Brando são dois animais em fúria, e feridos de morte. Sempre que vemos o Brando num filme, e sobretudo neste, parece quase impossível como se pode ser tão belo e tão bom actor. Mas este visionamento permite confirmar que Blanche é a verdadeira personagem desta história, é nela que Tennessee Williams se projecta, na sua fragilidade que resulta de uma impossibilidade de lidar com as coisas do mundo, com o tráfego abrasivo que é o mundo dos outros.

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I love this film.... wish the director & writer had not censored part of the original script for the Broadway play..

I see your point. but the need to censor it made the film more ambiguous and subtle.

a última vez que o vi foi mesmo na 2. e tenho a última colectânea das peças de TW aqui, mas ainda não lhe peguei.

assim em tamanho grande o Marlon é ainda mais belo e impressionante. tenho um grande fraquinho pelo TW, se pudesse via todas as suas peças em palco

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