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Um fim de semana tranquilo e dedicado às rotinas habituais, mas que culminou com uma ida, no final da tarde de domingo, a Fátima, para me encontrar com o meu amigo Bruno. É a segunda vez que nos encontramos em Fátima, encontros breves pois aproveitamos intervalos na sua actividade profissional; e já nos encontrámos mais duas vezes, para gozarmos juntos alguns dias de férias. Tendo em atenção que em três anos e meio já nos encontrámos quatro vezes, e que entre as nossas moradas se interpõe uma imensa e oceânica lagoa, trata-se de um feliz conseguimento cujo mérito é todo do Bruno, uma vez que esses encontros têm sido sempre em Portugal.

O que é muito reconfortante nos encontros com o Bruno é que mal nos vemos retomamos as nossas conversas, muito pessoais, muito francas. Ainda ontem nos lembrámos da ocasião em que nos encontrámos no aeroporto de Lisboa, quando, mal ele desembarcou, nos instalámos num dos cafés do aeroporto a conversar. Isto define bem a natureza dos nossos encontros: juntamo-nos para estar um com o outro, não tanto para contarmos novidades ou pormos a escrita em dia, para isso servem os mails e as redes sociais, mas para conversarmos sobre nós, daquele modo íntimo que apenas o contacto pessoal pode proporcionar.

Como ontem o Bruno estava disponível para jantar, fomos a um restaurante que fica na Cova da Iria e debatemo-nos com uns belos bifes: o do Bruno com molho de queijo da serra, o meu à Marrare, que estava delicioso e que saudades eu tinha de um bife a boiar naquela molhanga maravilhosa, feita de natas e pimentas, acompanhando com uma mega-travessa de batatas fritas.

Apesar de não atribuirmos, nem ele nem eu, significado espiritual ao santuário (e de o Bruno, quando chega a Fátima, já vir farto de santuários e de missas e de rosários), é um sítio de que gosto muito, sobretudo às horas em que está mais tranquilo e esvaziado. É um sítio bom para nos encontrarmos, para dar um ambiente de paz e serenidade às nossas perturbações emocionais, às nossas dúvidas e angústias, e para nos encontrarmos com as memórias, as nossas, da nossa história comum, mas também as que trazemos das nossas vidas.

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Do lugar nem gostei tanto. Talvez faltasse a companhia ou esses tais bifes maravilhosos (quero ambos!). Encontrar um amigo assim, ah, faz qualquer paragem ganhar nova cores!

devias voltar e vir directamente falar comigo :)
só te digo que Fátima com bife à Marrare é o cúmulo da espiritualidade.

Primeiro, Coimbra! Que ainda não conheço.

Fátima 2017. Mais uma pro roteiro...

eu propus este ano, lembras-te? suponho que o grande interesse místico tenha a ver com o bife à Marrare :)

Me lembro da proposta de visita à cidade. Se eu tivesse ligado o nome (Fátima) à pessoa (bife)...

www.tasquinhafatima.com/

Pela descrição do bife até eu fiquei com vontade de o comer e olha que são 8 da manhã!!!
;)

devia ter tirado uma foto: um prato de barro com o bife a nadar na molhanga fervente, uma travessa enorme cheia de batatas fritas e outra com salada. também já marchava (mas também já são nove e tal...:))

O mérito é todo da amizade, Miguel. Desde que a santa se envolveu em nossos caminhos é assim. E espero que os encontros continuem, mas não somente em Fátima....

vão continuar certamente, Bruno. e espero que não demore assim muito tempo :)

Que bom ler acerca de um dia assim, e fiquei com vontade de um bom bife e ainda mais batatas fritas :D
Quanto a Fátima, detesto-a cheia, detesto tanta coisa acerca dela, mas gosto tanto dela vazia, especialmente já muito de noite. A paz naquele recinto enorme, às tantas da manhã, é qualquer coisa.

pois, às tantas da manhã, não sei, que eu já não tenho idade para noitadas. mas tanto quanto me lembro de todas as vezes que lá fui (talvez exceptuando a primeira, há dezenas de anos), calhou ser assim ao fim da tarde ou mesmo à noite. e é isso, o recinto enorme, as árvores, o céu espalmado, os hábitos esvoaçantes, tudo isso é inspirador :)
e os bifes com batatas fritas, pois claro.

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