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antónio chaínho
rosas
innersmile
Concerto de António Chaínho, ontem, no auditórrio do Conservatória, a apresentar o álbum Cumplicidades. A acompanhar o mestre da guitarra, as cantoras Ana Vieira e Filipa Pais, e ainda Ciro Bertini, em viola baixo e voz, Tiago Oliveira e viola de fado, e Diogo Melo Carvalho nas percussões. Foi o terceiro concerto de Chaínho a que assisti (registados aqui no innersmile, mas acho que vi mais um), e é sempre uma enorme emoção. A guitarra do mestre é livre e imaginativa, procura sempre novas soluções e sonoridades, é tímida e exuberante. Voa lá pelos seus voos livres, mas tem sempre a raíz no fado.

O meu avô José morreu um ano antes de eu nascer, e só o ouvi tocar guitarra em raras gravações que havia em bobine na casa dos meus pais, e que há muito se perderam. Mas sempre que ouço tocar variações, como as que ontem António Chaínho tocou de modo sublime, lembro-me do meu avô e sinto-me ligado a ele, quase como ele estivesse presente.

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O que eu acho é que tu tens uma missão, a de preservar as memórias da tua família, que esteve ligada às artes de alguma maneira. E tu tens essa veia, a da sensibilidade e da forte ligação à música, às letras, às belas-artes.

a veia musical foi directa para o meu sobrinho, passando pelo meu irmão.
infelizmente há muitas histórias que não conheço, outras de que só me lembro de pedacitos. e tenho pena, porque a minha mãe tinha histórias deliciosas, sobretudo da infância dela.

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