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os passos em volta, campo santo
rosas
innersmile


O que mais me fascina nestes conjunto de textos em prosa, uns mais próximos de serem contos, outros mais soltos do género, é a depuração da escrita, a forma burilada, por um lado, e, por outro, a palavra fulgurante, o poder das metáforas, que ultrapassa a nossa capacidade de as entender completamente. Dito isto, confesso que tenho, na prosa como já acontecia na poesia, uma certa dificuldade em entrar no universo de Herberto Helder, como se fosse necessária uma chave que não possuo.



Este livro reúne postumamente escritos de vária natureza, do autor de Austerlitz e Os Emigrantes. Numa primeira parte, mais curta, quatro textos sobre a Córsega onde, ainda que em partes desiguais, está o Sebald reflexivo e contemplativo que conhecemos de outras deambulações. Numa segunda parte reúnem-se textos de crítica literária, com particular enforque na literatura alemã e na literatura do pós-guerra. O meu ensaio preferido foi, no entanto, sobre Bruce Chatwin, uma análise certeira que iluminou e enriqueceu o meu gosto pela literatura da errância de Chatwin.

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De Herberto Helder ainda nada li, mas está para muito breve a minha iniciação à sua escrita.
Já de Sebald, já li um livro de que gostei, tenho outros para ler e tenho acompanhado as tuas críticas, sendo um autor de quem tenho uma excelente ideia.
Todavia, este seu livro que agora referes, parece-me menos interessante do que outros de que já falaste.

na minha opinião, o Sebald tem 3 livros imprescindíveis: Austerlitz (o melhor, uma obra prima), Os Emigrantes e Os Anéis de Saturno.

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