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mother's day
rosas
innersmile


No dia 2 de abril, quando fez um mês que a minha mãe faleceu, eu fui para o Algarve, para passar uns dias com a minha baby e os meus sobrinhos. Ontem, fui almoçar com a minha tia e a minha prima a Rio de Mouro, onde tirei uma foto a uma fotografia antigo, em que a minha mãe tem dois anos de idade. Acho que a minha mãe aprovaria a escolha de aproveitar esta data para me divertir e estar com pessoas de quem gosto em vez de mandar rezar missas, ou estar sozinho a ter pena de mim próprio. Não consigo sentir tristeza maior ou mais poderosa do que a sinto pela sua ausência, nem mais saudades do que aquelas que andam sempre comigo. E vivo essa tristeza e essas saudades da mesma maneira como eu sei que ela vivia as suas próprias perdas irreparáveis.

Depois do almoço fui ter com o meu amigo João e fomos para Lisboa, para participar numa sessão de lançamento promovida pela Index ebooks. Teve lugar no Centro LGBT da Ilga Portugal, em plena baixa lisboeta; foi a primeira vez que eu lá fui e gostei de lá ter ido. Apesar de não ter ocorrido exactamente como previsto, devemos ao livro Dois Mundos e ao seu autor, a oportunidade de passar um belo pedaço da tarde a falar de livros, do seu e de muitos outros. E eu agradeço-lhe ainda a oportunidade sempre rara de me encontrar e conviver com algumas das minhas pessoas favoritas e a quem mais admiro. O convívio prolongou-se depois num repasto que correspondeu por inteiro àquilo que me parece ser a definição de um jantar perfeito. E isto para nem falar no bacalhau cozido com grão.

Foi um sábado que me soube pela vida, e como eu já não tinha há algum tempo. Tenho de agradecer ao João, à Margarida, ao João, ao Luís, à Patrícia, ao Marco, ao Paulo e, claro, ao Pedro, por me terem ajudado a lembrar-me da minha mãe da melhor maneira possível.

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Não pude ir ao jantar, com muita pena, mas foi bom reencontrar-te por lá, para mais não estando à espera. Foi uma feliz surpresa.

Gostei de te ver. Apesar de todas as fatalidades, sorrias e brincavas. Foi muito bom.

Um grande abraço, Miguel.

também gostei muito de estar contigo Mark. temos de estar bem na vida (mesmo quando às vezes não estamos de bem com ela).
grande abraço

os dias especiais são especiais quando os celebramos da melhor forma, com amigos ou na intimidade do lar, desde que não os passemos a sentirmo-nos miseráveis. gostei de vos reencontrar e de conhecer o Paulo. e o Juju, está fixe e hirto? :-P

aparentemente sobreviveu. ainda não "detectei" o pedaço de atacador, mas tudo parece estar a funcionar bem. é um doido, aquele gato, dá cabo de mim :)

Pois, apesar de insólito por falta de presença do autor (imperdoável, meu caro Pedro), os editores conseguiram fazer com êxito a apresentação do livro.
Quanto ao convívio e ao jantar e aos amigos, concordo com tudo o que dizes e sim, foi a melhor forma de "passar" uma data que te traria de outra forma, maior nostalgia.
Também imperdoável, e da tua parte, foi a não referência aos CINCO SECOS DO GLORIOSO, ehehehe...

foi pena o autor não estar, de facto, mas eu gostei muito mesmo de estar convosco.
Quanto aos resultados do futebol, é melhor esperares pelo fim do campeonato, olha que às vezes há surpresas eheheh

Ainda bem que foi assim!
E para nós foi uma bela surpresa, ver-te aparecer sem estarmos à espera!
Obrigado.

estava mesmo a precisar, João :)

Não é inveja, é só saudade. Docê e de todos aí! :-)

fazes muita falta Edu. seria fantástico ter-te connosco mais vezes

A vontade é bem recíproca! Hoje tenho mais amigos em PT que no BR! :-) E que amigos! Altíssima qualidade.

Acho que a minha mãe aprovaria a escolha de aproveitar esta data para me divertir e estar com pessoas de quem gosto em vez de mandar rezar missas, ou estar sozinho a ter pena de mim próprio. Não consigo sentir tristeza maior ou mais poderosa do que a sinto pela sua ausência, nem mais saudades do que aquelas que andam sempre comigo. E vivo essa tristeza e essas saudades da mesma maneira como eu sei que ela vivia as suas próprias perdas irreparáveis.

mesmo.

pouco depois da morte da minha mãe, uma das minhas melhores amigas convidou-me para ser madrinha do bebé dela que iria nascer em Maio, a data prevista era dia 10 mas acabou por nascer no dia da Mãe :) gosto de pensar que é a vida a mostrar-me que existem coisas mesmo curiosas e que não existem coincidências.

quando a nossa relação com elas foi boa, fica muita tristeza e saudade, mas não sobram remorsos nem mágoas. somos felizes como elas queriam que fossemos.

e parabéns pela/o afilhada/o. curte muito :)

Edited at 2015-05-06 07:38 am (UTC)

:)

obrigada! é um afilhado, o Frederico ;)

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