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follow up
rosas
innersmile
Há perto de cinco meses, no dia 4 de dezembro, fui fazer mais uma cistoscopia de controlo, no seguimento de um carcinoma urotelial que tive em 2012. Estava com o espírito demasiado ocupado com os problemas dos meus pais para me preocupar com o assunto, e francamente optimista quanto ao resultado. O exame estava a correr muito bem, feito pelo meu médico especialista preferido, ele muito animado com os resultados, até que, oh-oh, observou novas lesões neoplásicas.

Foi feito o pedido de marcação da cirurgia, e eu saí do hospital apreensivo e desanimado, mas sobretudo muito zangado, a sentir que era uma tremenda injustiça aquilo acontecer-me logo numa altura em que os meus pais, sobretudo a minha mãe, precisavam tanto de mim e da minha disponibilidade.

Nesse dia ao fim da tarde combinei com a minha mãe encomendarmos pizzas para o jantar, e eu fui lá ter. Levava o gato, para o mostrar à minha mãe, e para o levar para casa de uma amiga, pois tinha combinado com o João e a Margarida, ir passar o fim de semana à Covilhã. Passados poucos momentos de chegar lá a casa, percebi que tinha acontecido qualquer coisa de grave: a minha mãe tinha dado uma queda, e não conseguia andar ou fazer qualquer movimento ou carga com as pernas.

Foi um dia terrível, seguramente um dos piores da minha vida. Menos de duas semanas depois eu fui novamente operado à bexiga, e menos de três semanas depois a minha mãe baixou ao hospital, de onde não tornou a sair, até falecer menos de três meses depois desse dia fatídico.

Entretanto hoje fui de novo ao hospital fazer a primeira cistoscopia depois da operação, retomando o follow up necessário. Eu sou muito optimista, e acho que as coisas vão sempre correr bem e tudo se vai resolver, mas ter ouvido, nesse dia de dezembro, o médico dizer que havia novas lesões foi traumatizante, e eu confesso que estava cheio de medo, mas assim uma coisa quase incontrolável.

E desta vez o exame correu bem, novamente feito pelo meu médico especialista preferido, e o resultado, pelo menos enquanto se espera pelo exame citológico, foi positivo, ou seja, o médico não detectou lesões. Daqui a seis meses repetirei o exame, e os medos claro que regresserão. Mas pelo menos nos próximos seis meses, ou cinco meses e meio, vá, vou tentar não pensar no assunto.

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que bom :-) notícia boa, é um alívio quando corre tudo bem. calma agora e não sofras por antecipação.

não. já prometi a mim mesmo que não vou pensar no assunto durante cinco meses e meio, e só me preocupo nos últimos 15 dias :)

Meu querido amigo Miguel, está tudo bem e isso é que é importante.
Hoje tive a agradável surpresa de ouvir a tua voz, e era evidente, o teu elevado nível de satisfação. Fiquei muito feliz por ti, e por te teres lembrado de mim para partilhares tão boa notícia. Força amigo. Um beijinho. Lídia

foi isso mesmo Lídia, senti uma vontade imensa de partilhar a notícia com duas pessoas, e tu foste uma delas :)

uma óptima notícia! :)

sem dúvida, estou muito aliviado

Nem tudo pode ser mau. Fico muito feliz por ti.

obrigado João. acho que já merecia uma certa acalmia :)

Tens tido uns meses complicados, realmente já merecias um pouco de paz.
Um beijinho e continuação das melhoras.

obrigado Elsa, beijinhos

Miguel, tu sabes como esta notícia me deixa e me deixou feliz! Agora tenho responsabilidades acrescidas e tenho de saber de ti. Preciso desse optimismo. Eu vivo a minha vida toda entre a grande esperança e o grande medo, mas o medo só ganha quando os factos o deixam. Mil beijinhos, querido Miguel!

Ainda bem que o exame correu pelo melhor. Imagino a sensação de alívio.

Não sabia que a Senhora tua mãe faleceu. Não há o que dizer. A dor é lancinante. Não passei por ela ainda. Passarei um dia, é inevitável, em princípio.

Grande abraço de força, Miguel.

obrigado, meu caro. sim foi um enorme alívio, como há muito não sentia. estes últimos meses foram pesados, mas é assim a vida, temos de aceitar a viver com as suas regras, mesmo as mais cruéis.

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