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o homem inquieto
rosas
innersmile


O Homem Inquieto é o derradeiro volume que Henning Mankell escreveu tendo como protagonista o inspector-detective da polícia de Ystad Kurt Wallander, a sua personagem de maior sucesso, e o modo como o autor resolve o final desta série é um dos pontos altos deste romance (mas não posso falar no assunto, porque a Margarida ainda não leu o livro e eu não quero estragar-lhe o prazer da descoberta).

Com este são oito os livros de Wallander que li. Dos traduzidos e publicados em português falta-me um, o quinto da série, A Pista Falsa, e creio que há mais alguns livros, de contos ou de novelas, com o mesmo herói.

Uma das caracteristicas destes romances policiais é que têm sempre um fundo político e social, o que não admira dado que o autor é um activista de algumas causas políticas, e mais uma vez isso está presente neste Um Homem Inquieto, que assenta a sua intriga na antiga Guerra Fria entre o Ocidente e o Leste europeu, um dos terrenos onde a disputa entre os EUA e a URSS se operava com maior intensidade.

Trata-se assim de uma história de espionagem, que atinge em pleno a pequena família de Wallander, o que justifica que toda a investigação se desenrole durante o gozo de férias do inspector da polícia sueca.

Devo dizer que o livro me cansou um pouco, acho que o Mankell o estendeu um bocadinho demais, e se tivesse sido mais conciso o romance tinha ganho em eficácia narrativa. Mas mesmo assim gostei imenso, e o tipo de relação que o leitor desenvolve com uma personagem tão bem desenhada e desenvolvida como Kurt Wallander não pode deixar de causar um pouco de melancolia pelo fim da série.

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a falsa pista li. o homem que sorria, o policial anterior a esse, não li nem vou comprar. ainda é do tempo daquela tradutora horripilante.
ainda não o irei ler, tenho dois à frente.

o drama das más (péssimas!) traduções. coartam o prazer da leitura e prejudicam os livros.

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